Las manos de Bandeira

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Maradona é um modelo atraente para caricaturistas. As facetas exóticas – durante e pós-carreira – decerto estimulam. Cabelos longos ou curtos; barbudo ou de cara limpa; gordo ou magro; debilitado ou com aquele olhar ligadão. Fenótipo sempre enfeitado por brinquinhos, correntes e pulseiras.

Um dos fissurados pelo Pibe de Oro é o inglês Graeme Bandeira. Ilustrador do Yorkshire Post, jornal de Leeds – e peladeiro nas horas vagas – conta que ”Maradona é o jogador que queria ter sido”. Aos 38 anos, não vai dar mais para tentar, no entanto se conseguir transferir aos pés parte do talento que demonstra com as mãos, deve ao menos ser o craque das peladas.

Diego Maradona

Em entrevista ao Futebol de Campo, o artista contou também ser fã do futebol brasileiro, em especial de Juninho, ídolo de seu time, o Middlesbrough. Confira os principais trechos abaixo. Para comprar ou ver outras obras de Bandeira acesse http://society6.com/BANDY e http://altpick.com/bandy.

“Desde que fui capaz de segurar um lápis, comecei a desenhar nas paredes. Depois passei a rabiscar nos livros de exercícios da escola. E assim minha carreira de ilustrador foi progredindo. Acho difícil aprender a desenhar. Acredito ser algo que vem de dentro. Requer uma paciência incrível e boa imaginação para desenvolver e, no fim, apreciar o resultado.”  

“Estou com 38 anos. Nasci em Middlesbrough e hoje moro em Harrogate. Trabalho no Yorkshire Post, em Leeds, como ilustrador e artista gráfico. Produzo uma ampla gama de charges, ilustrações, fotomontagens, tabelas, gráficos, gráficos e gráficos de informação. E também faço minhas caricaturas e charges como freelancer.”

“Sou obcecado por futebol. Chutava uma bola enquanto pintava as paredes. Os dois sempre andaram juntos. Joguei bola toda a minha vida, em equipes da escola e da faculdade. Ainda jogo regularmente com os amigos em várias ligas. É minha paixão, está totalmente ligado à minha rotina.”

“E, claro, tenho torcido para o Middlesbrough desde os 7 anos. Adoro o Juninho, meu jogador favorito até hoje. Certamente o melhor que vi com a camisa do Boro (apelido do clube). Era um mágico, quando recebia a bola a torcida já levantava. Comparável ao que os fãs do Barcelona devem sentir quando veem o Messi em ação.”

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“Já Maradona era o jogador que eu queria ser. O primeiro a chamar minha atenção. Tentava imitá-lo em campo. É um ídolo até hoje, a despeito de suas falhas óbvias. Sempre me senti atraído por sua genialidade e personalidade forte. Por isso, é sempre um desafio caracterizá-lo em um pedaço de papel.”

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“Admiro muitos outros jogadores brasileiros. A lista é interminável. Por onde começo? Morri de amores pela equipe de 82 – sem dúvida uma dos melhores que não conquistou uma Copa do Mundo. Zico, Éder, Falcão, Sócrates, Junior – todos maravilhosos. Temos, então, o brilho da equipe vencedora de 70, com Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Rivelino. Também venero há tempos o futebol de Ronaldo – talvez o atacante de maior explosão que já vi e, duvido, veremos novamente. Hoje, Neymar é empolgante, de habilidade surpreendente.”

Neymar

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Dica da revista Placar  já postada pelo antenado FUT POP CLUBE. Confiram o trailer da série de televisão francesa “Os Rebeldes do Futebol”, lançada este ano. São cinco episódios com histórias de jogadores que se destacaram por sua atuação política. Entre os personagens estão Eric Cantona, Didier Drogba, Carlos Caszely e o nosso doutor Sócrates. A série e um filme de 90 minutos condensado, devem ser veiculados na tv brasileira em breve. No aguardo.

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“Ser campeão é detalhe”

Hoje o título pode soar estranho. Mas há 30 anos, não. O documentário “Ser campeão é detalhe: Democracia Corinthiana” conta a história do mais importante movimento político liderado por jogadores de futebol no Brasil. Em meio a anos de chumbo, liderados por Sócrates, um clube substitui regras autoritárias por decisões tomadas em conjunto. O fim da concentração, entre elas. E, embora fosse detalhe, o Corinthians sagrou-se bicampeão paulista (82/83). O filme é destaque na programação de hoje do CINEfoot, às 19h30, no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu.  A sessão inclui ainda “Bahêa Minha Vida – o Filme”, sobre a paixão dessa torcida.

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Eis s fotos do TROFÉU em homenagem ao Dr. Sócrates concebido pelo artista Wesley Iguti. Encomendado pelo Corinthians exclusivamente para o amistoso de hoje contra a Portuguesa (conforme antecipou este blog na segunda-feira), o prêmio foi apresentado na tarde de ontem pelo clube de Parque São Jorge. Feito em cobre, com 35 cm, mostra o doutor na posição que o consagrou.

@flsoares73

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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