Falta água, sobra cerveja, gás pimenta e indignação

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Entre as borrifadas de gás pimenta no protesto em Brasília, vaias homéricas aos ilustres Dilma e Blatter, e a suspeita de bomba na Arena Pernambuco, uma notícia menos tensa, mas não um pormenor, chamou-me a atenção.

No entorno do estádio Mané Garrincha não se conseguia comprar água ou refrigerante nas barracas oficias da Fifa. Somente cerveja – Budweiser, patrocinadora oficial da Copa das Confederações. Por mim, tudo bem, porém, por razões óbvias, estou sozinho nessa.

E, a despeito das filas, de nada além do interior dos estádios ter ficado a contento, da falta de papel para as credenciais de imprensa e de lanches para voluntários, não é que o Brasil passou boa impressão ao mundo neste sábado. Impressão errada, ao menos historicamente, contudo positiva.

Ao vaiar os presidentes da Fifa e da República, nessa ordem, a galera que juntou montes de cascalho para o programa no Mané Garrincha mostrou indignação ao se dar conta que pouco recebe em troca. Demoraram a vir, mas antes tarde… Fato é que qualquer um a tentar discursar naquele momento levaria o mesmo apupo retumbante. Afinal de contas, jogo de futebol não é lugar de discurso.

E teria nossa excelentíssima, constrangida, comentado com um dos seus: “Cadê a educação desse povo”. Tivesse questionado ao microfone, ouviria o seguinte: “O governo não forneceu, presidente. Temos o Bolsa Família”.

Então, passamos uma ideia de povo contestador, não de mal educados. Com tom primeiro-mundista. Que seja esse o legado das Copas.

As fotos são de Danilo Borges, do Portal da Copa.

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Cards do WallCup

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WallCup é um aplicativo de prognósticos de resultados de jogos de futebol. Pelejas das principais ligas pelo mundo afora, inclusive o Brasileirão. Pode-se criar grupos, compartilhar os palpites e, conforme o participante vai acumulando pontos, ganha cards de status. Não envolve grana.

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Na verdade, não me interessei pelo funcionamento do app, mas sim pelo design dos cartões. Material de qualidade. Destaco a série voltada às torcidas, em várias línguas. Há outras no site. Pena não constar o crédito das artes.

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Galo pra lá de Marrakech

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Se as zebras pararem de atravessar a rota dos brasileiros na Libertadores, o Galo já tem data de estreia no próximo Mundial de Clubes. A Fifa divulgou a tabela do torneio, que este ano migrou da Ásia à África, do Japão ao Marrocos. A competição será disputada de 11 a 21 de dezembro. O campeão da América faz seu primeiro jogo dia 18.

Agadir sedia as quatro partidas inciais e Marrakech as quatro derradeiras. O primeiro duelo está definido: os anfitriões do Raja Casablanca contra o Auckland City, representante da Oceania. O Bayern estreia dia 17, na semifinal, ante adversário ainda indefinido. Outro garantido é o Monterrey, campeão da Concacaf, habitué do Mundial. Os classificados africano e asiático saem no início de novembro. Confira abaixo a tabela:

Jogo 1 – Raja Casablanca x Auckland City – 11/12

Jogo 2 – Time A x Time B – 14/12

Jogo 3 – Vencedor do jogo 1 x Time C – 14/12

Jogo 4 – Vencedor do jogo 2 x Bayern de Munique – 17/12

Jogo 5 – Perdedor do jogo 2 x Perdedor do jogo – 17/12

Jogo 6 – Vencedor do jogo 3 x Campeão da Libertadores – 18/12

Decisão do terceiro lugar – Perdedor de jogo 4 x Perdedor do jogo 6 – 21/12

Final – Vencedor de jogo 4 x vencedor do jogo 6 – 21/12

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Brasil x Inglaterra, por Pixel Replay

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Na mesma linha do 8bit Football, já mostrado neste blog, o site Pixel Replay reproduz  lances marcantes, quase sempre gols, no formato 8 bits. O post mais recente é uma série de tentos – e a defesa de Gordon Banks – de Brasil x Inglaterra. De 1956 a 2002. Acima, o último da galeria, o score meio sem querer de Ronaldinho na Copa de 2002. Um esquenta para o amistoso entre as seleções neste domingo (02), na reabertura do Maracanã.

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Tommy Taylor, 1956

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Gordon Banks, 1970

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Jairzinho, 1970

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John Barnes, 1984

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Gary Lineker, 1992

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Graeme Le Saux, 1995

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Romário, 1997

Historicamente, os gols de Jairzinho e Ronaldo Gaúcho, em Copas do Mundo, são os mais relevantes. Mas, esteticamente falando, a meu ver perdem da fila feita por John Barnes no amistoso de 84 no Maracanã e do milagre de Banks na cabeçada de Pelé, em 70.

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Benza Deus

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Semifinal do Paulistão 2013. Arquibancada de São Paulo x Corinthians, único local onde houve emoção no Morumbi, a despeito do público fraco, 27 mil pagantes. Em campo, um dos piores jogos do campeonato. Três chutes a gol.

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Acima, aquele drink flamejante, nada mais é do que água com gelo seco. Boa.

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Las manos de Bandeira

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Maradona é um modelo atraente para caricaturistas. As facetas exóticas – durante e pós-carreira – decerto estimulam. Cabelos longos ou curtos; barbudo ou de cara limpa; gordo ou magro; debilitado ou com aquele olhar ligadão. Fenótipo sempre enfeitado por brinquinhos, correntes e pulseiras.

Um dos fissurados pelo Pibe de Oro é o inglês Graeme Bandeira. Ilustrador do Yorkshire Post, jornal de Leeds – e peladeiro nas horas vagas – conta que ”Maradona é o jogador que queria ter sido”. Aos 38 anos, não vai dar mais para tentar, no entanto se conseguir transferir aos pés parte do talento que demonstra com as mãos, deve ao menos ser o craque das peladas.

Diego Maradona

Em entrevista ao Futebol de Campo, o artista contou também ser fã do futebol brasileiro, em especial de Juninho, ídolo de seu time, o Middlesbrough. Confira os principais trechos abaixo. Para comprar ou ver outras obras de Bandeira acesse http://society6.com/BANDY e http://altpick.com/bandy.

“Desde que fui capaz de segurar um lápis, comecei a desenhar nas paredes. Depois passei a rabiscar nos livros de exercícios da escola. E assim minha carreira de ilustrador foi progredindo. Acho difícil aprender a desenhar. Acredito ser algo que vem de dentro. Requer uma paciência incrível e boa imaginação para desenvolver e, no fim, apreciar o resultado.”  

“Estou com 38 anos. Nasci em Middlesbrough e hoje moro em Harrogate. Trabalho no Yorkshire Post, em Leeds, como ilustrador e artista gráfico. Produzo uma ampla gama de charges, ilustrações, fotomontagens, tabelas, gráficos, gráficos e gráficos de informação. E também faço minhas caricaturas e charges como freelancer.”

“Sou obcecado por futebol. Chutava uma bola enquanto pintava as paredes. Os dois sempre andaram juntos. Joguei bola toda a minha vida, em equipes da escola e da faculdade. Ainda jogo regularmente com os amigos em várias ligas. É minha paixão, está totalmente ligado à minha rotina.”

“E, claro, tenho torcido para o Middlesbrough desde os 7 anos. Adoro o Juninho, meu jogador favorito até hoje. Certamente o melhor que vi com a camisa do Boro (apelido do clube). Era um mágico, quando recebia a bola a torcida já levantava. Comparável ao que os fãs do Barcelona devem sentir quando veem o Messi em ação.”

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“Já Maradona era o jogador que eu queria ser. O primeiro a chamar minha atenção. Tentava imitá-lo em campo. É um ídolo até hoje, a despeito de suas falhas óbvias. Sempre me senti atraído por sua genialidade e personalidade forte. Por isso, é sempre um desafio caracterizá-lo em um pedaço de papel.”

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“Admiro muitos outros jogadores brasileiros. A lista é interminável. Por onde começo? Morri de amores pela equipe de 82 – sem dúvida uma dos melhores que não conquistou uma Copa do Mundo. Zico, Éder, Falcão, Sócrates, Junior – todos maravilhosos. Temos, então, o brilho da equipe vencedora de 70, com Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Rivelino. Também venero há tempos o futebol de Ronaldo – talvez o atacante de maior explosão que já vi e, duvido, veremos novamente. Hoje, Neymar é empolgante, de habilidade surpreendente.”

Neymar

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Cola na grade

Goiás x Bahia - Copa-SP - Rua Javari - 22/01/2013

Goiás x Bahia – Copa-SP – Nicolau Alayon – 22/01/2013

Seleção de torcedores que não abrem mão de vibrar no alambrado, item ameaçado de extinção nos estádio.

São Caetano x Atlético-PR  - Brasileiro (Série B) - Anacleto Campanela - 03/11/2012

São Caetano x Atlético-PR – Brasileiro (Série B) – Anacleto Campanela – 03/11/2012

Palmeiras x Paulista - Paulistão - Pacaembu - 15/03/2013

Palmeiras x Paulista – Paulistão – Pacaembu – 15/03/2013

Juventus x Osasco - Paulista (Série A-2) - Rua Javari - 20/02/2013

Juventus x Osasco – Paulista (Série A-2) – Rua Javari – 20/02/2013

Ponte Preta x Inter-RS - Brasileirão - Moisés Lucarelli - 11/11/2012

Ponte Preta x Inter-RS – Brasileirão – Moisés Lucarelli – 11/11/2012

Juventus x Santacruzense - Paulista (Série A-2) - Rua Javari - 13/02/2013

Juventus x Santacruzense – Paulista (Série A-2) – Rua Javari – 13/02/2013

Portuguesa x Sport - Brasileirão - Canindé - 05/10/2012

Portuguesa x Sport – Brasileirão – Canindé – 05/10/2012

Corinthians x Vasco - Brasileirão - Pacaembu - 27/10/2012

Corinthians x Vasco – Brasileirão – Pacaembu – 27/10/2012

Portuguesa x São Paulo - Brasileirão - Canindé - 23/06/2012

Portuguesa x São Paulo – Brasileirão – Canindé – 23/06/2012

Portuguesa x Comercial - Paulista (Série A-2) - Canindé - 21/04/2013

Portuguesa x Comercial – Paulista (Série A-2) – Canindé – 21/04/2013

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Tobogã do bem (vazio)

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Nove mil ingressos de tobogã estavam à disposição por apenas duas garrafas pets. Mesmo assim o público de Santos 1 x 1 São Caetano, nesta quinta, não chegou a 12 mil no Pacaembu. Dois problemas: péssima divulgação da promoção ecológica, batizada como “Jogo do Bem” pela FPF,  e a total falta de interesse por essa estapafúrdia primeira fase do Campeonato Paulista.

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Tributo ao torcedor, por Paine Proffitt

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O torcedor é o centro da obra de Paine Proffitt. Filho de jornalista, um correspondente de guerra da revista Newsweek, o artista passou a infância por países como Vietnã, Líbano, Quênia. O futebol ainda não lhe chamava a atenção. Na adolescência, regressou à terra natal – os EUA. Adulto, motivado por um relacionamento, mudou-se para a Inglaterra. Lá sim aflorou a paixão pelo esporte bretão. Especialmente pelas torcidas.

“Os torcedores são o sangue de um clube. Jogadores, gerentes, proprietários, e até os jogos vêm e vão. Mas os fãs estão sempre lá. Em muitos casos seus pais lá estavam antes deles e seus filhos lá estarão atrás deles”, define

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De influências surrealistas e cubistas, Proffitt cria usando camadas de acrílico sobre suas telas.  Cor e textura são construídas de forma constante ao longo de vários dias antes de os dados, elementos de colagem e letras, serem adicionados. Para apreciar mais desse belíssimo portfólio, clique aqui. 

E confira abaixo trechos da entrevista que Proffitt concedeu ao Futebol de Campo no último dia 27 de março.

“Nasci nos EUA, mas cresci pelo mundo. Meu pai trabalhava para a revista Newsweek como correspondente de guerra, então nos mudamos diversas vezes quando eu era criança. Morei no Vietnã, Líbano, Quênia. Quando ele deixou a revista fomos para a Filadélfia, onde passei a adolescência. Estou com 40 anos, há 12 vivo na Inglaterra, em Stoke-on-Trent.”  

“Estudei na Rhode Island School of Design (RISD), em Providence, nos EUA. Passei também um ano na Universidade de Brighton, minha introdução à Grã-Bretanha. E ao futebol. Depois de formado trabalhei como ilustrador freelancer nos EUA por alguns anos. Em seguida, por conta de um relacionamento, voltei à Inglaterra. Continuei como ilustrador, porém logo fiquei frustrado. Não gostava de atuar em cima da obra de outros. Queria ter a liberdade de pintar temas que apreciava, sobretudo futebol. Tenho trabalhado como artista independente desde então.”

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“Apaixonei-me pelo futebol. Queria focar nele minha obra. No princípio gostava de pintar o jogo. Mas quando comecei a sentir o espírito das torcidas passei a abordar esse lado. Os torcedores de futebol são diferentes de todos os outros. Mais apaixonados, mais vocais. São o sangue que dá vida aos clubes. Jogadores, gerentes, proprietários e até os jogos vêm e vão. Os fãs, por outro lado, estão sempre lá. Em muitos casos seus pais lá estavam antes deles e seus filhos lá estarão atrás deles. Eles mantêm suas paixões. E é isso que dá emoção aos jogos. Queria retratar esse vínculo e prestar uma homenagem a essas pessoas em minhas pinturas.”

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“Sou torcedor do Port Vale FC, clube de Stoke, da quarta divisão. Comprei o carnê da temporada e tento assistir a todas as partidas. Costumava até trabalhar como mordomo para eles, mas podia fazer algo melhor. Produzo a arte dos programas com as informações da temporada. Faço também a arte dos programas do Aberdeen FC (Escócia) e do West Bromwich Albion (Premier League). Apego-me às equipes para quem trabalho. Fui recentemente à Escócia assistir a uma partida do Aberdeen, no Estádio Pittodrie. E estive em quase todos do West Bromwich na temporada passada, no Estádio Hawthorns. Quando estou criando os programas vou com maior frequência para conhecer melhor a equipe e o perfil dos torcedores.”

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“Nunca fiz nada sobre o futebol brasileiro, cuja beleza e paixão são mundialmente famosos. Espero pintar uma peça ou duas em breve.”

“Meu estilo vem de influências variadas. Programas e cartazes vintage de diferentes artistas e movimentos. Algumas peças são bastante influenciadas pela escola russa. Os velhos cartazes de propaganda comunista e obras de arte são fortes na sua concepção e mensagem. Busquei nessas técnicas mostrar o  futebol como uma equipe, forte e unificada.”

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Lendas das Copas, por Neil Stevens

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“Como contagem regressiva para a Copa do Mundo no Brasil 2014, criei retratos ilustrativos das lendas do torneio. Jogadores que iluminaram o mundo no maior palco do futebol”, disse Stevens ao site A Football Report.

Pelé, Diego Maradona, Johan Cruyff, Michel Platini, Bobby Charlton e Gary Lineker. Este é o volume um. Outros virão. Você pode encontrar mais do ótimo trabalho do artista aqui. E aí, qual preferiu?

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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