Revanche

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Enquanto não começa, de fato, o Paulistão, vamos de A-2, já no quadrangular final. Lusos ávidos por vingança hoje no Canindé. A Portuguesa reencontrou o Comercial, algoz que lhe aplicou um histórico 7 a 0 no último dia 13.

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Galhofas mil ecoavam do setor de visitantes. Os “bafudos”, em bom número, erguiam as mãos e faziam a contagem. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Azucrinaram os rivais por toda a primeira etapa.

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No intervalo, começou aquela inócua, porém tradicional troca de xingamentos entre os mais exaltados colados nas grades. Embora em maioria, os portugueses estavam em flagrante desvantagem moral.

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Segundo tempo. A situação começou a mudar aos 14 minutos. Diego Viana marcou. Uns três segundos de êxtase apenas. Impedimento marcado. Dá-lhe gozação do lado comercialino. Mas, aos 27 minutos, enfim, gol legal da Lusa.

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O time tratou de segurar o 1 a 0. Certo, não foi bem aquela revanche. Mas valeu. Agora a Lusa lidera a fase final com nove pontos e está a um empate de garantir seu retorno à Série A-1 e, quem sabe, rir por último.

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Certo por vias tortas

Qual a maior loucura que você já fez para ver um jogo do seu time? Para se transformar em Esquerdinha, torcedor-símbolo do Santo André, Eduardo Braghirolli perdeu seis vezes o emprego. Tá bom pra você? Caminhoneiro, ele desviava suas rotas na direção das partidas. “Era mais forte que eu.”

Aos 50 anos, segue o time desde os 7, influenciado pelo primeiro presidente do clube, que era seu vizinho. E, também há tempos, vai fantasiado. As roupas são confeccionadas por ele mesmo. Cada jogo, um tema.

Contra o Botafogo, por exemplo, trajou um modelito de bombeiro. Papai Noel azul no Natal. Chegou a se vestir de noiva,  promessa pelo acesso à Série A do Brasileiro, em 2008. Neste domingo, no Canindé, assistiu à derrota contra a Lusa, pela A-2 do Paulista, com um terninho básico e óculos à la Zé Bonitinho.

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Campeão da Copa do Brasil em 2004, no ano seguinte o time do ABC disputou sua única Libertadores. Caiu na primeira fase. Reservou, no entanto, uma aventura para Esquerdinha. Contra o Cerro Porteño, no Paraguai, foi o único torcedor visitante. “Fiquei sozinho contra 30 mil”, orgulha-se.  Certamente o  mais inesquecível de seus desvios de rota.

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Portuguesa x Santo André - Série A-2 Paulista 2013 038Portuguesa x Santo André - Série A-2 Paulista 2013 044

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DJ da Lusa

Poucos, ou ninguém, presta atenção em música de campo de futebol. Quando for ao Canindé, dê uma chance, antes da partida e durante o intervalo. No estádio onde tudo é diferente, o repertório musical varia de acordo com a ocasião.

No Carnaval, marchinha ou samba. Se morre um cantor famoso, tem homenagem póstuma no jogo seguinte. Assim foi em 2009 com Michael Jackson e neste ano com Whitney Houston. Semanas atrás entrou “Tieta” na esteira do centenário de Jorge Amado. Em 12 de outubro, Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, Balão Mágico e “Nossa Senhora”.

Quando não há efeméride, entra um rock. Tradicionalíssimos (Stones, Beatles, Elvis), com batida um pouco mais pesada (AC-DC, Metallica) ou pops (Foo Fighters, Coldplay, Red Hot Chili Pepers, Oasis).

A responsável pelas playlists é uma senhora de 54 anos. “Com disposição de 18″, frisa. Há 12 anos Ana Vitória Mendes trabalha voluntariamente como “DJ” da Portuguesa. Além de cuidar da trilha sonora, anuncia as substituições e dá os avisos de utilidade pública. E na hora do hino nacional, comanda: “Todos de pé”.

Conta sempre com a colaboração do primo fiel, Jorge Rodrigues, que sobe e desce do campo ao setor de imprensa com as escalações. Adora palpitar na seleção musical, o que, às vezes, acaba mal.

Filha de portugueses, a paulistana Vitória veio do departamento de comunicação da Lusa. Entre essa e outras funções, já entrou até fantasiada de Leão (mascote) no gramado. Foi num Dia das Crianças, em 2006, com seus alunos. Ela também leciona geografia há 14 anos em uma escola particular.

Sua experiência em um programa de rádio voltado à comunidade lusa facilitou a adaptação à cabine de som do estádio. O curso de locução do Senac e o namorado, narrador esportivo, também.

Aviso: se justamente no dia que você resolver prestar atenção a Vitória mandar uma música folclórica portuguesa, não estranhe. É a cota para agradar a chefia.

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Mistérios do Canindé

Dida foi ídolo quando jogou no Corinthians. Hoje, na Portuguesa, continua idolatrado pelos corintianos. O volante Guilherme foi ídolo da Lusa. Hoje no Corinthians é odiado pela torcida lusa – e tampouco é amado pelos alvinegros.

Neste sábado, durante Portuguesa 1 x 1 Corinthians, enquanto corintianos ovacionavam o goleiro, os lusitanos xingavam Guilherme no Canindé. Sinal dos tempos. São raros atualmente, tirante os arqueiros, os jogadores que ficam tempo suficiente em um clube para se fixar na memória do torcedor.

Fato curioso. Os jogadores que precisaram sair de campo para receber atendimento médico foram carregados como antigamente, por maqueiros. Faz tempo os estádios têm carrinhos, estilo golfe, para transportar os lesionados. Pois não é que no final da partida o carrinho passa, funcionando, entre os torcedores (foto acima). “E aí, o que aconteceu? Por que não foi usado no jogo?” “Correria, correria, respondeu o motorista.” Mistérios do Canindé.

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Sardinha é a resposta

Sardinha, em jogo entre Portuguesa e Icasa pela Série B do Brasileiro de 2011

O Cacifo do Paulinho, blog português dedicado ao Sporting, levantou uma velha e polêmica questão: como se compara o fanatismo por seu clube?

Pelos anos de devoção? Por ser ou não sócio? Pelo número de vezes em que foi ao estádio? Pelas camisas compradas? Pelas lágrimas vertidas? Por ficar sem jantar após uma derrota? Por ser de torcida organizada? Por querer sair na porrada com os rivais? Por ter guardado um tufo do gramado? Por saber de cor a história do clube? Por só vestir as cores do time? Por ter um blog ou twitter de torcedor? Por não ter outro assunto?

A lista poderia continuar ad aeternum. Mas nesta quinta concluí. Justamente em solo lusitano. Ninguém é mais torcedor do que o Sardinha.

Vamos tentar responder as indagações do parágrafo acima. Não sei se ele é associado ou se conhece de cor a história da Lusa. Não coleciona camisas do time, isso é certeza, pois esta quase sempre à paisana. Nem português é. Descende de espanhois. Não fica perto das organizadas, tampouco corre atrás de autógrafos ou tufos de grama.

Já conquistou seu maior troféu, condecorado com uma medalha pelo clube por seu trabalho na construção das arquibancadas do Canindé. Ele trabalhou na obra do estádio. E é um dos que mais o frequentaram. No alto de seus 74 anos, há 59 vai semanalmente. Nem sabe o que é um blog. Twitter? Responde que tinha dois no som de uma antiga kombi da torcida.

Então, o que eleva o lustrador Leonardo Garcia ao topo da hierarquia dos torcedores? Suas lágrimas vertidas, é claro! Enquanto a Lusa batia o Sport por 5 a 1, xingava o juiz, zanzava de um lado ao outro, testa franzida, agoniado. Gol após gol, não relaxava.  ”A bola entrou, seu cego”, gritava ao bandeirinha num lance em que a bola – claramente – não tinha entrado.

Enfim, para a pergunta vinda do Cacifo do Paulinho, o próprio resumiu melhor do que essas linhas. “Se fossem 20 mil Sardinhas, a Portuguesa seria o maior time do mundo.”

Abaixo, as fotos das torcidas na partida de ontem.

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Queimados

Virou rotina. Quando o Santos está perdendo, a torcida pega o meia Felipe Anderson pra Cristo. De fato ele vem oscilando demais. Mas, juntar dez, vinte e vaiar o jogador toda vez que pega na bola, é outra só piora a situação. Neste sábado (22/09) à noite, no Pacaembu, na derrota por 3 a 1 ante a Lusa, torcedores do setor laranja quase saíram no tapa por conta da perseguição.

Também houve ataques, menos ruidosos, ao técnico Muricy Ramalho. A falta de padrão de jogo é notória. O time vive em função dos bicões na direção de Neymar. A estratégia (ou a falta dela), obviamente, não funciona com o garoto Victor Andrade no lugar do astro santista, que ontem cumpriu suspensão.

Por fim, no primeiro jogo depois da venda de Ganso ao São Paulo, a cúpula santista pode dizer que terminou tudo como planejado. As poucas reações contrárias (como na foto no alto da página) foram direcionadas exclusivamente ao meia.

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Dupla comemoração

“Uh, terror, o Ganso é Tricolor.” Os são-paulinos comemoraram neste sábado um possível desfecho da novela envolvendo a contratação do meia do Santos. Os gritos se alastraram pelo Morumbi após o terceiro o gol, quando o time consolidou a vitória sobre a Portuguesa. Com o maestro municiando Lucas e Luis Fabiano, o torcedor já vislumbra uma arrancada no Brasileiro. A ver.

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Santos homenageia primeiro time e põe ingresso a R$ 1

O Santos completa 100 anos do primeiro jogo de sua história neste sábado (15/09). Para celebrar, programou uma série de ações especiais. Domingo, contra o Coritiba, no Couto Pereira, cada jogador terá estampado na camisa o nome de um dos estreantes. A 11 de Neymar, por exemplo, terá o nome de Arnaldo Silveira (autor do primeiro gol) às costas. E na parte da frente haverá um selo com a frase “100 anos de gols”. Em sua primeira apresentação oficial, o Peixe venceu o Athletic Club, atual Clube dos Ingleses, por 3 a 2.

Confira a escalação:

1 – Julien Fauvel
2 – Sidnei
3 – Montenegro
4 – Ernani
5 – Oscar
6 – Arantes
7 – Millon
8 – Belmarco
9 – Nilo
10 – Simon
11 – Arnaldo Silveira

No duelo contra a Portuguesa, dia 22 (sábado), às 21 horas, no Pacaembu, sócios pagarão apenas de R$ 1,00 pelo ingresso e poderão levar um acompanhante, também com direito à promoção.

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De corpo e alma

Tatuagem radical em Corinthians x Portuguesa, no Pacaembu.

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Promoção da Lusa

A Portuguesa vai começar nesta quarta-feira, antes do jogo contra o Cruzeiro pelo Brasileiro, a pré-venda da camisa número 5 de Capitão, na loja do Canindé. É a primeira de uma coleção em homenagem aos ídolos do clube. Serão apenas 496, em referência ao número de jogos que o volante disputou pela Lusa.

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Tema: Customized Esquire por Matthew Buchanan.

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