Jogo brigado

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Noite de sustos entre os santistas. Na arquibancada, pancadaria. Torcedor versus torcedor e torcedor versus PM. Vários entreveros durante o intervalo e o segundo tempo. Em campo, tensão constante com o placar adverso e, no fim, outra vitória dramática nos pênaltis.

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De empate em empate o Santos chegou à quinta final seguida do Paulistão. Buscará o tetra, feito inédito na história do campeonato. Façanha não realizada nem pelo Rei. E ao Sapão, parabéns. Jogou mais que o Santos.

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Nas palavras do vendedor ambulante, os drinks acima são caipirinhas de vodka com “essências” de fruta: R$ 4,50. A azul, de tutti-fruti, misteriosamente, teve mais saída. “Diferente, né?”, comentou. Sim, bastante.

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Céu de brigadeiro

Clássico no Morumbi sempre me remete aos anos 80. Época em que as torcidas dos grandes dividiam os “gomos” do estádio e era uma vitória quando uma delas conquistava território. Dependendo do desequilíbrio, PM movia as cordas mesmo durante a partida para acomodar melhor quem estava em maioria. Nas entradas em campo havia outra disputa. Pela quantidade de papel picado, rolos de papel higiênico, fumaças coloridas, fogos, bandeiras e faixas.

Hoje, como se sabe, os visitantes, com apenas 5% dos ingressos, ficam espremidos em um dos gomos. Os apetrechos de animação, em nome da segurança, foram sumindo. E as festas dessas torcidas únicas ficaram pasteurizadas. Neste domingo, no São Paulo x Palmeiras, a Independente levou balões com o nome da organizada. Deram um toque diferente. Mais do que isso a PM barra. Há bem pouca margem para criatividade.

Mas, com a ajuda do céu aberto, do (hoje em dia) ótimo público de 35 mil, das faixas vermelhas, pretas, brancas e verdes, bateu um clima nostálgico no Choque-Rei. Quem sabe se com menos restrições e espaço digno aos visitantes – sobretudo nos clássicos – essas imagens de outrora se repitam mais vezes.

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Protesto inflamável

A moda da censura nos estádios pegou. Nesta quinta, no Canindé, Diogo Cisneiro, torcedor do Sport, teve seu cartaz com os dizeres “um apito não vai calar o Nordeste” confiscado pela PM. O protesto referia-se ao episódio nos Aflitos, quando o juiz exigiu que fosse retirada uma faixa de protesto contra a arbitragem no Brasileirão em partida do Náutico, semana passada. Por isso, o post com fotos das galeras no 5 a 1 da Lusa sobre o Leão vem depois.

Já com a peleja rolando, Cisneiro foi repreendido por policiais sob alegação de portar material inflamável (papel). Cedeu logo para voltar ao jogo (foto abaixo). Aproveitava a viagem a trabalho do Recife a SP, não queria perder tempo com bate-boca. De fato, a tal regra do papel existe. Não é permitido, por exemplo, ler um jornal no estádio. Mas, se a faixa passou pela revista, tendo a crer que o conteúdo da mesma, e não o material do que é feita, tenha motivado o veto. Fãs do Sport passaram por igual constrangimento alguns dias atrás no Pacaembu, no duelo ante o Corinthians, impedidos de entrar com bexigas infláveis e cartazes com saudações aos conterrâneos.

Nos dois casos, é clara a estratégia preventiva da polícia de tratar todos como potenciais vândalos. É mais fácil e barato do que educar e adotar meios inteligentes de restringir o acesso de quem, de fato, está disposto a atear fogo no estádio. O que, cabe um porém, não é missão policial.

Beber cerveja, bandeiras com mastro, guarda-chuva, fogos de artifício, bexigas, jornal, revistas. Tudo proibido. Até rádio de pilha é vetado em alguns estádios. Assim vamos, provavelmente até o ponto em que não poderemos xingar a mãe do juiz, do bandeirinha, tirar sarro da torcida adversária, peidar, usar roupa verde ou comer uma pipoca. O saquinho é inflamável.

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Bola murcha

A cada jogo a PM paulistana decreta nova proibição. Hoje é impossível saber o que pode e o que não pode dentro de um estádio de futebol. Neste domingo, o torcedor do Sport Artur Rêgo foi proibido de entrar com “perigosas” bexigas infláveis. Também teve de descartar seus cartazes com saudações a conterrâneos. Ele detalha no blog Sport Recife Notice.

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Do corredor à luz verdes

A festa preparada pela torcida do Palmeiras neste sábado começou mal, mas não poderia ter terminado melhor. Antes do jogo, o “Corredor Verde” organizado para receber o ônibus da delegação foi dispersado por uma ação desastrosa da PM, com direito a avanço da cavalaria contra a multidão. Houve correria, crianças assustadas e, quando o time chegou ao estádio, restavam poucos à espera no portão 23.

Com a bola rolando não houve tensão. A Ponte foi dominada desde o início e o alviverde definiu logo a parada com dois gols no primeiro tempo. Fechou a conta com mais um no segundo. Cerca de 30 mil aflitos palestrinos se abraçavam a cada gol como em uma disputa de título.

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Briga de torcidas e carro incendiado

PM forma barreira após conflito com santistas no entorno da Vila Belmiro

Torcedores do Santos entraram em confronto com a PM antes do jogo contra o Cruzeiro, nesta quarta. Por volta das 21h15, um grupo de adolescentes tentou invadir a área de acesso dos cruzeirenses à Vila Belmiro, entre as ruas Princesa Isabel e José de Alencar, e foi contido com tiros de balas de borracha e bombas de efeito moral. Houve correria e muita gente se escondeu dentro dos bares vizinhos ao estádio. A loja da Nike, dentro do estádio, baixou as portas.

Um dos envolvidos no tumulto disse ao blog que tratava-se de um acerto de contas devido a uma briga com os mineiros no ano passado. Também nos arredores da Vila, um Palio prata (placas de Santos) foi incendiado durante o conflito. O dono do veículo, que não tinha nada a ver com a confusão, afirma que vai pedir ressarcimento ao Santos. Ninguém foi preso.

O tumulto abala mais uma vez o acordo informal do presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, com as organizadas. Segundo Laor, a condição imposta para ceder ingressos a esses torcedores prevê o fim das brigas. Embora o dirigente diga que elas acabaram, os casos se repetem. Tanto que a Torcida Jovem está impedida pela FPF de entrar paramentada nos estádios paulistas.

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A PM usou bombas de efeito moral, balas de borracha e avançou com a cavalaria sobre corintianos para conter uma tentativa de invasão ao Pacaembu. Torcedores revidaram atirando rojões nos policiais. Por vinte minutos, por volta das 20h40, o acesso ao estádio foi interrompido. Diversos fãs com ingresso ficaram de fora. Passaram pela primeira catraca, posicionada entre barreiras a 200 metros da entrada, mas foram barrados antes de chegar ao portão principal. Só com 25 minutos do primeiro tempo o acesso voltou a ser liberado.

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Embaixada corintiana na Vila Belmiro

Setor 21 é o dos visitantes. Casa fica perto, em área isolada pela PM

O Corinthians tem uma espécie de embaixada em território santista. Uma casa bem próxima ao portão 21 da Vila Belmiro, dentro da área isolada pela PM para receber a torcida visitante. O dono, que segundo alguns de seus convidados é santista, transforma o imóvel em estacionamento e bar. Abriga uns dez carros, motos, vende churrasco e bebidas exclusivamente para corintianos. Neste domingo estava lotado.

A PM libera a entrada de quem conhece o esquema na área isolada apenas com o aval do dono da casa. Antes e depois do jogo. A relação é próxima. Ontem, ao menos cinco policiais entraram no reduto chamando o dono pelo apelido. É comum na vizinhança da Vila que as casas sejam usadas para arrecadar como estacionamento e venda de comida e bebidas. Mas serviço exclusivo para o visitante, e com guarida da PM, é novidade.

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Torcedores do Santos e do Paulista foram às vias de fato em um bar nas imediações do estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, antes do jogo deste domingo. Um santista sofreu um corte na cabeça e precisou de atendimento médico. Até uma mulher foi socada ao tentar apartar. O dono do “Boteco do Paulista” fechou as portas e não reabriu mesmo após a cavalaria da PM debelar o tumulto.

O entrevero começou por volta das 18h (uma hora e meia antes da partida), quando integrantes da torcida Raça Tricolor, do Paulista, tentaram expulsar os santistas do boteco. Um dos líderes da facção dizia que era reduto do “Galo” (apelido do Paulista). Eles não iriam ficar, mas exigiam que os santistas saíssem, caso contrário haveria “treta”.  Acuados, alguns se retiraram. Mas, à medida que o grupo alvinegro foi crescendo, voltaram.

Logo recomeçaram os xingamentos. As imagens do vídeo abaixo explicam o resto. Vale ressaltar que, antes de os membros da organizada do Paulista aparecerem, os torcedores dos dois times dividiam as mesas amigavelmente.

Venda casada

Fila para comprar ingresso no Canindé

Assunto recorrente. Aproveitando-se da fila de atrasados e da vista grossa da PM, os cambistas deitaram e rolaram no Canindé. Tranquilamente, perambulavam aos montes ontem  pelas bilheterias. Logo depois da sanção da lei que incluiu pena de prisão para cambistas no Estatuto do Torcedor, em julho do ano passado, essa praga passou a se mover na surdina. Mas durou pouco. Ontem, um deles anunciava para toda fila: “Ingresso de numerada por 40 reais. Melhor lugar do estádio.”  E vendem. Cambista tem em qualquer evento de massa do mundo. Diferente por aqui é a conivência das autoridades.

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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