Sobre caxirolas, sósias, protestos e mais brigas

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Criada e já proibida na Bahia, a caxirola chegou a SP. A Camisa 12 providenciou uma versão alvinegra (foto abaixo) para a batucada de aquecimento na Praça Charles Miller. Boa sacada. Dentro do estádio, não vi. Provavelmente a PM barrou. Oxente, liberem logo os inofensivos apetrechos musicais.

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Diretor de futebol, membro do Comitê Gestor do Santos e nome forte na sucessão à presidência do Santos, Pedro Luiz Conceição assistiu à final em meio à galera (foto abaixo). Quando o pau quebrou, deu aquela saída pela esquerda, mas voltou no segundo tempo. É o segundo jogo seguido em que santistas brigam entre si. Em Mogi Mirim, na semifinal, a confusão foi maior.

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Sósia do Cássio (abaixo) foi requisitado demais para fotos. Igualzinho. Transitou também um candidato a cover do Pato, mas não tinha nada a ver.

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Protesto corintiano antes do jogo. Contra o preço dos ingressos, contra a mídia e contra as entidades que regem o futebol brasileiro e paulista, possivelmente por conta da punição que afastou a Gaviões da Fiel dos estádios. Uma das faixas resume: contra o futebol moderno.

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Las manos de Bandeira

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Maradona é um modelo atraente para caricaturistas. As facetas exóticas – durante e pós-carreira – decerto estimulam. Cabelos longos ou curtos; barbudo ou de cara limpa; gordo ou magro; debilitado ou com aquele olhar ligadão. Fenótipo sempre enfeitado por brinquinhos, correntes e pulseiras.

Um dos fissurados pelo Pibe de Oro é o inglês Graeme Bandeira. Ilustrador do Yorkshire Post, jornal de Leeds – e peladeiro nas horas vagas – conta que ”Maradona é o jogador que queria ter sido”. Aos 38 anos, não vai dar mais para tentar, no entanto se conseguir transferir aos pés parte do talento que demonstra com as mãos, deve ao menos ser o craque das peladas.

Diego Maradona

Em entrevista ao Futebol de Campo, o artista contou também ser fã do futebol brasileiro, em especial de Juninho, ídolo de seu time, o Middlesbrough. Confira os principais trechos abaixo. Para comprar ou ver outras obras de Bandeira acesse http://society6.com/BANDY e http://altpick.com/bandy.

“Desde que fui capaz de segurar um lápis, comecei a desenhar nas paredes. Depois passei a rabiscar nos livros de exercícios da escola. E assim minha carreira de ilustrador foi progredindo. Acho difícil aprender a desenhar. Acredito ser algo que vem de dentro. Requer uma paciência incrível e boa imaginação para desenvolver e, no fim, apreciar o resultado.”  

“Estou com 38 anos. Nasci em Middlesbrough e hoje moro em Harrogate. Trabalho no Yorkshire Post, em Leeds, como ilustrador e artista gráfico. Produzo uma ampla gama de charges, ilustrações, fotomontagens, tabelas, gráficos, gráficos e gráficos de informação. E também faço minhas caricaturas e charges como freelancer.”

“Sou obcecado por futebol. Chutava uma bola enquanto pintava as paredes. Os dois sempre andaram juntos. Joguei bola toda a minha vida, em equipes da escola e da faculdade. Ainda jogo regularmente com os amigos em várias ligas. É minha paixão, está totalmente ligado à minha rotina.”

“E, claro, tenho torcido para o Middlesbrough desde os 7 anos. Adoro o Juninho, meu jogador favorito até hoje. Certamente o melhor que vi com a camisa do Boro (apelido do clube). Era um mágico, quando recebia a bola a torcida já levantava. Comparável ao que os fãs do Barcelona devem sentir quando veem o Messi em ação.”

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“Já Maradona era o jogador que eu queria ser. O primeiro a chamar minha atenção. Tentava imitá-lo em campo. É um ídolo até hoje, a despeito de suas falhas óbvias. Sempre me senti atraído por sua genialidade e personalidade forte. Por isso, é sempre um desafio caracterizá-lo em um pedaço de papel.”

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“Admiro muitos outros jogadores brasileiros. A lista é interminável. Por onde começo? Morri de amores pela equipe de 82 – sem dúvida uma dos melhores que não conquistou uma Copa do Mundo. Zico, Éder, Falcão, Sócrates, Junior – todos maravilhosos. Temos, então, o brilho da equipe vencedora de 70, com Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Rivelino. Também venero há tempos o futebol de Ronaldo – talvez o atacante de maior explosão que já vi e, duvido, veremos novamente. Hoje, Neymar é empolgante, de habilidade surpreendente.”

Neymar

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O Santos está nu

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Santista colado no radião de pilha no Pacaembu neste domingo

 

Tal qual o rádio de pilha da foto acima, o Santos está desatualizado. Nada a ver com as reestreias dos veteranos Marcos Assunção e Edu Dracena (e as injustas saídas de Renê e Neto). Não me refiro a idades, mas a como atua o time. Perdão, hoje vou fugir do tema principal deste blog – as torcidas – para opinar.

Há tempos o Santos não tem padrão de jogo. Desde 2011. Ganhou a Libertadores da América aos trancos e barrancos. Diante do Barcelona, sofreu humilhação inédita. Muricy Ramalho disse ter aprendido com aquela lição. Mentiu. Pelo contrário. Cresceu a “neymardependência”.

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Falta comando. Pelo menos fora de campo. Dentro, quem manda é Neymar. Se a bola não passa por ele, tem chiliques. O treinador, visivelmente acomodado (bem diferente dos tempos de São Paulo), acostumou-se a fazer vista grossa e a esperar a genialidade de seu astro-mor resolver a parada.

Nem quando tinha Pelé o Peixe padecia deste mal. Em 63, o clube sagrou-se bi-Mundial sem ele na final. Sem Neymar, o Santos nem chegou perto da Libertadores-2013. E aqui o recado e o exemplo valem para a seleção brasileira. Vide Copa de 62.

O Santos não joga como um time. Não usa inteligência, como Tite, para driblar retrancas, excesso de faltas, temporais, ou seja lá quais forem as dificuldades. Lança a bola no Neymar e vamos que vamos. Não acho bonito o futebol do Corinthians. É impossível, contudo, deixar de notar ali um padrão.

Quase sempre Neymar é o suficiente. Verdade. Quando não é, no entanto, o Santos me lembra a fábula do rei nu. É como se os torcedores despertassem, de repente, de um transe. “Vejam, o time não sabe jogar coletivamente!”, alerta um dos súditos. Há quase três anos o Santos vem desfilando nu. Desta vez quem avisou foi o Paulista de Jundiaí.

Voltando ao foco, seguem as fotos das torcidas no Pacaembu.

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Café com Figueroa

No final de agosto, a passagem do Santos por Santiago congestionou o celular de um ídolo chileno. Os brasileiros enfrentariam a Universidad de Chile pela final da Recopa Sul-Americana. Como parar Neymar, era a pergunta em comum na pauta dos periódicos. Em busca da resposta, repórteres foram atrás do melhor jogador do Chile de todos os tempos. O zagueiro Elías Figueroa.

Don Elías, como é conhecido, brilhou entre os anos 60 e 80. Foi eleito três vezes (de 74 a 76) o número um da América – feito inédito para um defensor – e quatro o principal central do mundo. Disputou três Copas. Na de 74 formou na seleção do torneio. Pelo Inter, ganhou seis estaduais e o bi do Brasileiro. Com direito a gol na decisão de 75 contra o Cruzeiro. Aos colorados, contudo, vale mais o seu scout nos “Grenais”: 16 vitórias em 17 disputados.

Naquela semana, fui um dos jornalistas a lotar a caixa postal de Don Elías. Solícito, aceitou de pronto conceder entrevista a este blog em um café na frente do cassino de Viña del Mar, cidade a cerca de 130 km de Santiago. Contou ter rejeitado o Real Madrid para jogar no Inter, criticou a falta de liderança dos zagueiros de hoje e, sim, ensinou a marcar Neymar.

Seguem os principais trechos da entrevista:

1- O Playa Ancha, estádio do Wanderers, seu primeiro time, será reformado para a Copa América de 2015 e passará a se chamar Elías Figueroa. O que achou da homenagem?

É um grande orgulho. E o principal, homenagem feita em vida.

2- Como está o clube atualmente? O senhor acompanha?

Está na primeira (divisão), porém com muitos problemas. Abandonaram alguns valores de minha época. Antes buscavam valores da região, havia uma ligação mais forte dos garotos com o time. Agora correm atrás de gente de fora, de outros países. Os jogadores não têm aquela identificação com o clube.

3- E o futebol chileno, de maneira geral, como vai?

Há uma boa geração. Hoje eles têm a facilidade de jogar na Europa, quase todos estão por lá, vários em times grandes…

4- E isso é bom…

É bom, acostumam-se a enfrentar nomes com os quais irão se deparar nas principais competições. No meu tempo, fora uns poucos amistosos, era raro esse intercâmbio. E os principais craques estavam aqui mesmo, na América do Sul. Basta dizer que Pelé nunca jogou na Europa. Quando estava no Peñarol, recebi propostas do Real Madrid e do Internacional. E preferi o Brasil. Porque naquele momento estavam por lá todos os tricampeões de 70: Pelé, Jairzinho, Gérson, Carlos Alberto. E a Espanha não pagava o que paga hoje.

5- Mas o Real Madrid já era uma potência…

Sim, mas, financeiramente, não havia tanta diferença em relação à oferta do Inter. O detalhe nessa história foi o Heraldo Hermann (presidente do Inter à época) ter ido ao Uruguai para conversar comigo. Ficou lá três dias. Mostrei a ele como eu vivia, minha casa, carros. Na época eu tinha um Mustang, um Volvo, estava bem. Deixei claro que gostaria de manter meu padrão de vida. E Hermann garantiu que manteria tudo. Aceitei. E nunca me arrependi.

6- Quem são os melhores jogadores chilenos hoje?

Alexis Sanchez (atacante do Barcelona) é um dos bons, mas o melhor mesmo é Vidal (meia da Juventus), um jogador mais completo.

7- E Valdívia? Acompanha o futebol brasileiro?

Sim, vejo. Ele é um dos grandes também, mas tem se machucado muito ultimamente.

8- E o que o senhor acha do Neymar?

Sabe que antes do jogo (contra a La U), repórteres daqui me ligaram para  perguntar como marcá-lo…

9- E o que o senhor respondeu?

Ao contrário do que a maioria faz, penso que não é bom marcar de perto. Quando um jogador como ele fica no mano a mano com você, tem dois lados para passar. Minha técnica era induzir o rival a fazer o que eu queria. Como? Abra um lado, como um toureiro. É quase certo que ele partirá para o outro.

10- E, ainda sobre sua especialidade, fala-se muito do brasileiro Thiago Silva como um dos melhores zagueiros do mundo atualmente…

Não tenho visto muito. Mas me parece que será bom para ele ir jogar na França (PSG), onde o futebol não é tão intenso como o italiano e o alemão, por exemplo. É mais parecido com o nosso (sul-americano).

11- Como o senhor compararia os zagueiros de hoje com os de sua época?

Quando jogava no Brasil dei uma declaração que ficou bastante conhecida: “a área é minha casa, só entra quem eu quero”. Você tinha de impor respeito. Falta um pouco de personalidade aos defensores atuais. Às vezes, partia dos zagueiros mudar a postura do time em campo, por terem uma visão mais ampla do campo. Sinto falta desse tipo de liderança.

12- Vê alguém hoje com esse perfil?

Aqui no Chile, não.

13- E a seleção brasileira, em que degrau o senhor a colocaria hoje?

O futebol agora está bem equilibrado. Na minha época perder apenas por 2 a 0 do Brasil era bom resultado. Hoje em dia Equador, Colômbia, México, Chile, encaram o Brasil de igual para igual. Acredito, no entanto, que os brasileiros ainda são os melhores, porém sem aquela folga toda.

14- O senhor teve uma experiência como técnico do Inter. Como foi?

Boa. Tive 83% de aproveitamento. Cheguei a receber uma oferta para trabalhar no Valência, da Espanha. Mas já estava cansado, queria me dedicar mais à família. E brigava muito com os dirigentes. Pediam para escalar fulano, cicrano… E, como falei antes, naquela época não se pagava como agora.

15- Hoje há atletas de 15 anos milionários…

Pois é, você sabe que, para não me vender, o Inter chegou a estipular meu passe em US$ 1 milhão. Aí saímos em excursão à Europa e, quando passamos pela Inglaterra, havia sido publicada uma reportagem que me tratava como o “homem de um milhão de dólares”. Hoje em dia isso não é nada.

16- O Falcão passou por situação semelhante. Ídolo do Inter, assumiu como treinador, mas não ficou muito tempo…

É difícil para quem foi ídolo do clube virar treinador. Você teme perder o respeito da torcida. Começam a te xingar de “burro”, situação pela qual nunca tinha passado. Agora está o Fernandão. É a mesma coisa.

17- E daquele histórico time do Inter bicampeão brasileiro, quais suas principais lembranças?

Era uma equipe espetacular. Manga, Falcão, Carpegiani, que era o nosso motorzinho. E lembro bem do Caçapava, ótimo marcador. Eu o dirigia o tempo todo em campo, ele precisava um pouco disso. Quando jogava contra o Rivellino, por exemplo, mandava sempre colar nele feito carrapato.

18- O Inter ganhou o Brasileiro de 75 e 76 e 79. Desde então venceu a Libertadores e o Mundial, mas o Nacional…

E sabe por que não ganhamos mais Libertadores naquela época? Eu defendia que deveria ser prioridade, afinal tinha vindo do Peñarol, onde o torneio é valorizadíssimo. Mas no Inter a prioridade era ganhar do Grêmio, a Libertadores ficava em segundo plano (risos). Tanto que vencemos o Gaúcho seis vezes e, em seis anos, perdi apenas um em 17 “grenais”. E ainda dei sorte de fazer alguns gols contra eles também.

19-) Falando em gols, foi seu o da vitória contra o Cruzeiro na final do Brasileiro de 75. Conhecido como ” Gol Iluminado”. Foi o lance mais importante de sua carreira?

Sim, ficou tão marcado que hoje tenho uma fundação aqui no Chile e nos Estados Unidos que se chama “Gol Iluminado” (no momento do gol um facho de luz iluminava a parte do campo em que Figueroa subiu para cabecear).

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Estrela solitária

Frio, chuva e Neymar perdendo pênalti. Parecia repeteco da primeira decisão da Recopa, em Santiago. Nesta quarta, porém, a atuação do craque santista não chamou a atenção apenas por um escorregão. Com o golaço no primeiro tempo, ele decidiu outra vez. Até aí, rotina. Por isso, como no Chile, suas escorregadas é que surpreendem.

O astro santista entrou em campo com a faixa de capitão. Na ausência de Edu Dracena, contundido, a braçadeira ficava com Léo, mais velho e vitorioso atleta do elenco. O lateral admitiu ter ficado chateado. Na coletiva de imprensa, Muricy Ramalho afirmou ter atendido a um pedido do próprio Neymar. Trocar o capitão numa final, se realmente atendeu apenas a pedido do atleta é, no mínimo, raro.

Outra atitude um tanto individualista do craque foi sua comemoração do título. Uma solitária volta olímpica (como se vê no vídeo abaixo), atraindo as câmeras somente para si. Depois recebeu o prêmio de melhor em campo, isso sim de mérito indiscutível.

E, para encerrar, graças à faixa de capitão, foi o primeiro a receber a taça de campeão no palco vermelho, cheio de logos do Santander, banco que patrocina a Recopa, o próprio Neymar, e que tem um membro no comitê de gestão do Santos. O que começou perecendo uma reprise do jogo de ida terminou mais para um comercial.

Dorval, astro do famoso ataque santista nos anos 60 (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe), enfrentou o frio para prestigiar o Santos no Pacaembu

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Queimados

Virou rotina. Quando o Santos está perdendo, a torcida pega o meia Felipe Anderson pra Cristo. De fato ele vem oscilando demais. Mas, juntar dez, vinte e vaiar o jogador toda vez que pega na bola, é outra só piora a situação. Neste sábado (22/09) à noite, no Pacaembu, na derrota por 3 a 1 ante a Lusa, torcedores do setor laranja quase saíram no tapa por conta da perseguição.

Também houve ataques, menos ruidosos, ao técnico Muricy Ramalho. A falta de padrão de jogo é notória. O time vive em função dos bicões na direção de Neymar. A estratégia (ou a falta dela), obviamente, não funciona com o garoto Victor Andrade no lugar do astro santista, que ontem cumpriu suspensão.

Por fim, no primeiro jogo depois da venda de Ganso ao São Paulo, a cúpula santista pode dizer que terminou tudo como planejado. As poucas reações contrárias (como na foto no alto da página) foram direcionadas exclusivamente ao meia.

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Aves raras e o Urubu

Antes de começar Santos x Flamengo, nesta quarta (12/09), o assunto na Vila Belmiro era o iminente final da novela Paulo Henrique Ganso, já com o bico em algum Tricolor. Tom de “agora já era”. Neymar praticamente se despediu do parceiro nas entrevistas pós jogo. Na arquibancada, porém, a essa altura, o rumo da prosa tinha mudado. Do menino “velho” Ganso para o menino novo Victor Andrade, autor do primeiro gol alvinegro. “A raio caiu de novo no mesmo lugar”, gritava, atrás do gol carioca, um dos mais eufóricos. Exageros à parte, o amadurecimento de outra joia santista ajuda a direção a fechar o negócio com o rival sem perder pontos com a torcida.

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Os impedidos

Corintianos enfurecidos com Flávio Rodrigues Guerra, juiz  do clássico deste domingo. Com razão. André estava muitíssimo impedido em seu segundo gol. E não foi o único impedimento seguido de gol ignorado por Guerra. Ele também não viu o de Paulinho, no primeiro tempo. Chegou a dar uma corridinha ao meio-campo, mas nesse o bandeira o salvou. Impedimentos escandalosos, fáceis de ver até para quem estava do lado oposto do campo, meu caso.

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Ainda ontem passava o comercial do desodorante Rexona em que Neymar diz que não desistirá de conquistar a medalha de ouro. A menos que se projete o texto para 2016, é um tanto estranho mantê-lo no ar.

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Patitomania e victor-andradetes

Bastou meio tempo para “Patito” Rodriguez cair nas graças da torcida santista. O Santos virou a etapa inicial perdendo por 2 a 0 para o Atlético-GO, neste sábado, no Pacaembu. No intervalo, Muricy Ramalho promoveu a estreia do argentino. Já entrou partindo pra cima da defesa goiana e, aproveitando um rebote, fez o primeiro gol do alvinegro. Miralles empatou, de pênalti. No final do jogo, em um belo chute de fora da área, quase “Patito” virou a partida. Saiu de campo ovacionado.

E bastaram três jogos como titular para o garoto Victor Andrade ganhar espaço no coração das “neymarzetes”. Com a ausência do ídolo-mor, na seleção brasileira, as garotas começaram a suspirar pelo novo menino da Vila. ”Ele é o mais lindo, estou apaixonada”, disse uma delas colada no alambrado.

Por fim, outro assunto na arquibancada era como a torcida é mais forte no Pacaembu. Foram 11 mil santistas hoje contra 3 mil na Vila, quarta-feira passada, contra o Cruzeiro. Ganha força, assim, a tese do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que defende mais apresentações na capital.

 

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Tema: Customized Esquire por Matthew Buchanan.

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