Final alvinegra

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Semifinal do Paulistão 2013. Arquibancada de São Paulo x Corinthians, único local onde houve emoção no Morumbi, a despeito do público fraco, 27 mil pagantes. Em campo, um dos piores jogos do campeonato. Três chutes a gol.

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Acima, aquele drink flamejante, nada mais é do que água com gelo seco. Boa.

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Restam 4

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“Ei amigo, tira uma foto do placar eletrônico. Registra esse momento histórico pra mim, por favor. Nossa cidade tem 60 mil habitantes, olha onde nós chegamos.”

No Morumbi, o torcedor da Penapolense não cabia em si. Independentemente do resultado, jogar uma fase final de Paulistão contra o São Paulo já valia o périplo do interior à capital. É esse o espírito, parceiro, parabéns. Segue o seu registro, com o placar ainda em 0 a 0.

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Choque-Ruim

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O Morumbi cresce a cada Paulistão. Embora eu seja um dos últimos entusiastas dos estaduais, com a atual fórmula não dá mais. Como no Santos x Corinthians, estádio às moscas hoje no Choque-Rei. Públicos pífios, 17 e 18 mil, respectivamente. Compatíveis, diga-se, com o nível dos enfadonhos 0 a 0.

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Sem cor

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O duelo alvinegro deste domingo entre Santos e Corinthians foi um dos mais modorrentos dos últimos mil anos. Tanto que o melhor momento no Morumbi foi um vendedor do Habib’s dançando e cantando na arquibancada  junto com os corintianos. Cena hilária. De resto, nenhum motivo pra rir.

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Fotógrafo Independente

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O papo foi rápido. Precisava ser. Afinal, ele tem muitos afazeres durante os jogos. Jardelino Almeida Santos, conhecido como Maguila Parada Inglesa, é o fotógrafo da Torcida Independente.

E, entre um clique e outro, faz também as vezes de animador da maior organizada do São Paulo. “Tá vendo, sentei um pouco pra conversar e o pessoal começou a parar”, observa.

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Maguila caminha de um lado pro outro agitando a galera. Os gritos de guerra empurram o time e ajudam nas poses para as fotos. Torcedor fanático, iniciou os registros em 2005 com aquelas maquinazinhas portáteis.

Hoje tem equipamento profissional, com o qual manda bem – opa, já postou as imagens da vitória sobre o Ituano em sua página no Facebook (confira aqui).

Segue o clube por toda parte. Exceto nas rodadas de meio de semana, devido ao trabalho. Maguila é segurança, o que explica a alcunha. O Parada Inglesa (digo a quem não é de SP) vem do bairro da zona norte.

Bem, a conversa foi curta. Seguem então outras das minhas fotos no Morumbi, dentro e fora da área do carismático Maguila.Imagem

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Pesos e medidas na Libertadores

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Definidos os grupos da Taça Libertadores 2013, começam as especulações sobre quais são as chaves mais equilibradas e quem passará às oitavas. Antes de arriscar palpites, separei os clubes de acordo com dois critérios. O ranking da Conmebol , inteiramente baseado em resultados recentes; e o meu, em que pesei também a tradição da camisa.

A pontuação da Conmebol funciona assim: são considerados os resultados em 5 competições: Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa, Copa Suruga e Mundial de Clubes. A entidade atribui um peso distinto a cada torneio e há também bonificação por fase alcançada.

A temporada atual tem 100% dos pontos computados e cada ano anterior, 20% a menos. Uma vitória na Libertadores 2012, por exemplo, vale 10 pontos, enquanto na edição de 2011 conta 8 e o triunfo em 2010 vale 6.

Dessa forma, somando a classificação de cada equipe na lista da Conmebol, quanto menor a pontuação do grupo, mais forte ele é. Por tal critério, a chave 4 – de Vélez Sarsfield e Peñarol- é o melhor. E a 5 – do Corinthians – a mais fraca. Confira abaixo o poderio dos grupos sob essa perspectiva (os números entre parênteses representam a posição no ranking da Conmebol).

GRUPO 1 – 22O PONTOS

Boca Juniors-ARG (13)

Nacional-URU (21)

Barcelona-EQU (44)

Toluca-MEX (142)

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GRUPO 2 – 179 PONTOS

Libertad-PAR (8)

Palmeiras-BRA (19)

Tigre-ARG (23)

Sporting Cristal-PER (129)

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GRUPO 3 – 157 PONTOS

São Paulo-BRA (6)

Arsenal-ARG (28)

Atlético-MG-BRA (59)

The Strongest-BOL (64)

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GRUPO 4 –  109 PONTOS

Vélez Sarsfield-ARG (7)

Emelec-EQU (15)

Peñarol-URU (18)

Deportes Iquique-CHI (69)

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GRUPO 5 – 248 PONTOS

Corinthians-BRA (4)

Millonarios-COL (31)

San José-BOL (73)

Tijuana-MEX (140)

GRUPO 6 – 212 PONTOS

Cerro Porteño-PAR (12)

Deportes Tolima-COL (26)

Santa Fé-COL (35)

Real Garcilaso-PER (139)

GRUPO 7 – 182 PONTOS

Universidad de Chile-CHI (1)

Olímpia-PAR (24)

Newell’s Old Boys-ARG (66)

Deportivo Lara-VEN (91)

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GRUPO 8 – 213 PONTOS

Fluminense-BRA (16)

Grêmio-BRA (17)

Caracas-VEN (42)

Huachipato-CHI (138)

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A minha fórmula é bem básica. Pontuei os clubes de 1 a 5, sendo 1 para os melhores, ou seja, os que vislumbro com chances de título, e 5 aos piores, equipes que provavelmente não passarão da primeira etapa.

Pelas minhas contas, o grupo 3 – de São Paulo e do Galo – é o mais forte, com 8 pontos apenas. Além dos brasileiros, ambos peso 1, tem o argentino Arsenal (2) e o boliviano The Strongest (4), beneficiado pela altitude. A chave 6 – em que o razoável Cerro Porteño é favorito – é o pior. Soma 13 pontos.

Muda bastante em relação às posições atribuídas pela Confederação Sul-Americana. Veja abaixo como distribuí as forças.

BLOCO 1: Boca Juniors; Atlético-MG; São Paulo; Vélez Sarsfield; Corinthians; Fluminense e Grêmio.

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BLOCO 2:  Palmeiras; Arsenal; Peñarol; Millonarios; Newell’s Old Boys; Universidad de Chile; Libertad e Tigre.

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BLOCO 3: Nacional; Emelec; Olímpia e Cerro Porteño.

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BLOCO 4: Barcelona; The Strongest; Deportes Tolima; Huachipato; Toluca; Tijuana; Sporting Cristal e Santa Fé.

BLOCO 5: Deportes Iquique; San José; Real Garcilaso; Deportivo Lara e Caracas.

E aí, quem vocês consideram os favoritos para seguir ou parar logo na fase de grupos? Opinem. E clique aqui se quiser conferir a tabela da competição.

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São Januário, nova miniatura

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A coleção está crescendo. Em fevereiro, o Vasco lançará a maquete do São Januário. Produzida pela NanoStad, a miniatura custará R$ 79,90. De brinde, o comprador leva um livro sobre a história do clube. Confira abaixo os outros mini-estádios nacionais que já estão no mercado.

Alguns tem mais de uma opção de fabricante. No caso do Palmeiras, você pode adquirir o demolido Palestra Itália e a arena em construção. No site da NanoStad há também opções de estádios internacionais. Os preços podem sofrer alterações, de acordo com eventuais reajustes ou promoções das lojas.

Vila Belmiro: R$ 89,90

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Vila Belmiro: R$ 79,90

Palestra Itália: R$ 349,90

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Arena Palestra: R$ 79,90

Morumbi: R$ 199,90

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Morumbi: R$ 79,90

Beira-Rio (pós-reforma): R$ 175

Mineirão: R$ 175

Olímpico: R$ 175

Divulgação- Estádio Ressacada (miniatura)

Ressacada: R$ 89,90

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Arena Corinthians: R$ 79,90

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Laranjeiras: R$ 79,90

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Engenhão: R$ 79,90

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Que pasó?

Tigre x São Paulo final Sul-americana

Não demorou quase nada para os torcedores do Tigre recolherem suas faixas no Morumbi. Começaram logo depois que o time argentino desceu para o vestiário, onde os jogadores alegam ter sido agredidos por seguranças do São Paulo. Na hora, achei estranho terem captado tão rápido que a partida não continuaria. Guardaram seus apetrechos numa velocidade impressionante.

Falavam entre eles que o Tigre não voltaria por conta das agressões e porque os tais seguranças teriam entrado armados no vestiário. Na arquibancada, o organizador de uma excursão rapidamente reuniu seu pessoal. Foram embora uns dez minutos antes de o juiz decretar o fim da partida. A informação deve ter sido passada pelo jornalista da foto abaixo, ligado à equipe argentina.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

Ainda não é possível saber ao certo o que aconteceu. É preciso apurar os fatos.  Vale lembrar que um ônibus argentino foi apedrejado antes do jogo e que o Tigre foi proibido de fazer o aquecimento no gramado. Ou seja, o clima estava pesado. Fato consumado é que o São Paulo é o campeão. Pena que o tumulto tenha esfriado um pouco as festas. A do título e a da despedida de Lucas.

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No estádio, só tinha visto uma vez um jogo não acabar. Foi naquele Brasil x Chile, pelas eliminatórias da Copa de 90. Na ocasião, o goleiro Rojas simulou ter sido ferido por um sinalizador atirado por uma torcedora chamada Rosemary, que ganhou a alcunha de “fogueteira”.

A encenação afastou por anos o Chile de competições internacionais e abreviou a carreira de Rojas. Curiosamente, ele foi trabalhar no São Paulo tempos depois como treinador de goleiros. Bem, vamos ver se o Tigre terá o mesmo tratamento.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

Brigas em campo à parte, as duas torcidas fizeram belas festas em novo recorde de público do Tricolor em 2012.

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Sufoco

Não sei se o título deste post encaixa mais na inesperada dificuldade do São Paulo de passar à final da Copa Sul-Americana ou na dura jornada do torcedor para ir e, sobretudo, voltar de um jogo no Morumbi às 22h.

O time ficou no 0 a 0 contra o aguerrido (com o perdão do eufemismo) Universidad Católica e se classificou graças ao gol em Santiago. Ontem, nos últimos minutos, o goleiro chileno nem esperou por uma bola parada para disparar em direção à área de Rogério Ceni.  Mas não adiantou. No fim, extenuados, os chilenos desabaram em campo. 

Extenuados também ficaram muitos dos 55 mil torcedores que foram ao estádio. Quem chegou de carro enfrentou um congestionamento monstruoso. Especialmente por conta da mirabolante interdição providenciada pela CET em um retorno na frente do Shopping Butantã.

Para estacionar nos arredores, todos passam pela extorsão de rotina praticada pelos flanelinhas, esses seres dotados do superpoder da invisibilidade, ativado apenas diante da polícia.

O retorno, sem dúvida, é a parte mais emocionante do périplo. Nem o Vettel conseguiria pegar o Metrô aberto. Nem o Anderson Silva pararia um táxi nas imediações do estádio. E para tomar um ônibus capaz de se locomover a mais de 10 km/h é preciso “camelar” por uma meia hora. No mínimo.

Nada disso é novidade, porém revolta mais na medida em que passa o tempo sem que seja tomada alguma providência. O metrô fechar uma hora mais tarde em dia de jogos, por exemplo, já ajudaria.

Como sempre, a festa das torcidas é a parte boa. O único porém foi um rápido entrevero durante o intervalo. A PM cedeu espaço aos são-paulinos no setor de visitantes. Aí rolou uma troca de “afagos” que exigiu intervenção.

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Chegadas e partidas

Hoje fico devendo fotos dos visitantes. O anfitrião não reservou espaço à torcida do Náutico no anel superior. Não tinha lugar. Novamente o São Paulo bateu o recorde de público do ano no futebol brasileiro: 62.207 pagantes no Morumbi. Os fãs do Timbú ficaram num cantinho confortável, coberto, na numerada inferior. Encontrei só quando o time abriu o placar.

Ganso aquecia enquanto o São Paulo perdia por 1 a 0. Ney Franco o chamou. Poucos segundos depois Luis Fabiano empatou. O meia ainda corria pela lateral do campo. A galera emendou uma comemoração na outra. Os dois maiores anseios são-paulinos neste epílogo do Brasileirão chegaram ao fim quase simultaneamente. A estreia de Ganso e a vaga na Libertadores.

Por outro lado, também foi dia de despedida. Última apresentação de Lucas no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro, já que o clássico contra o Corinthians na rodada final será no Pacaembu. O ídolo ainda jogará no estádio pela Sul-Americana. O garoto da foto acima não parece um pouco com ele?

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Tema: Customized Esquire por Matthew Buchanan.

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