Que pasó?

Tigre x São Paulo final Sul-americana

Não demorou quase nada para os torcedores do Tigre recolherem suas faixas no Morumbi. Começaram logo depois que o time argentino desceu para o vestiário, onde os jogadores alegam ter sido agredidos por seguranças do São Paulo. Na hora, achei estranho terem captado tão rápido que a partida não continuaria. Guardaram seus apetrechos numa velocidade impressionante.

Falavam entre eles que o Tigre não voltaria por conta das agressões e porque os tais seguranças teriam entrado armados no vestiário. Na arquibancada, o organizador de uma excursão rapidamente reuniu seu pessoal. Foram embora uns dez minutos antes de o juiz decretar o fim da partida. A informação deve ter sido passada pelo jornalista da foto abaixo, ligado à equipe argentina.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

Ainda não é possível saber ao certo o que aconteceu. É preciso apurar os fatos.  Vale lembrar que um ônibus argentino foi apedrejado antes do jogo e que o Tigre foi proibido de fazer o aquecimento no gramado. Ou seja, o clima estava pesado. Fato consumado é que o São Paulo é o campeão. Pena que o tumulto tenha esfriado um pouco as festas. A do título e a da despedida de Lucas.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

No estádio, só tinha visto uma vez um jogo não acabar. Foi naquele Brasil x Chile, pelas eliminatórias da Copa de 90. Na ocasião, o goleiro Rojas simulou ter sido ferido por um sinalizador atirado por uma torcedora chamada Rosemary, que ganhou a alcunha de “fogueteira”.

A encenação afastou por anos o Chile de competições internacionais e abreviou a carreira de Rojas. Curiosamente, ele foi trabalhar no São Paulo tempos depois como treinador de goleiros. Bem, vamos ver se o Tigre terá o mesmo tratamento.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

Brigas em campo à parte, as duas torcidas fizeram belas festas em novo recorde de público do Tricolor em 2012.

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Estádio Peñarol

Por meio do ótimo site padreydecano, conheci o projeto do Peñarol para construir seu estádio. O maior vencedor do futebol uruguaio sempre jogou no tradicionalíssimo, porém envelhecido (de 1930), Centenário, propriedade municipal. Inovadora, a ideia será oficialmente apresentada no próximo dia 28 de setembro, mas padreydecano já adiantou alguns detalhes. Levam a uma reflexão sobre como e quanto está se gastando nos estádios da Copa 2014.

A construtora, para iniciar a obra, exigiu adiantamento de 30% do custo total, US$ 33 milhões (ou R$ 66 milhões). Com os R$ 108 milhões da negociação do Lucas, por exemplo, daria para erguer quase dois. Mas como não tem um Lucas, o clube decidiu recorrer aos sócios.

Planeja vender previamente parte dos lugares. Camarotes para 16 pessoas, por 10 anos de uso, com três vagas no estacionamento, a US$ 60 mil. Cadeiras cativas, vitalícias, por US$ 4 mil. E um mais popular, com assento pela temporada, a US$ 250. Com capacidade para 40.200 pessoas, o estádio tem prazo de conclusão de 14 meses.

Comparando ao cenário brasileiro, a proposta é extremamente econômica e ágil. Vejamos: a Arena das Dunas (RN), menor orçamento entre os novos estádios da Copa de 2014, é de R$ 350 milhões. As reformas da Arena da Baixada e do Beira-Rio custarão, respectivamente, R$ 234 milhões e R$ 330 milhões. E a previsão para a Arena Corinthians, a mais cara, já alcançou os R$ 890 milhões. Para pensar…

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Sem graça

O mau humor do torcedor que foi ao Morumbi nesta sexta aflorou antes mesmo de o Brasil entrar em campo, como se vê na foto acima. Dentro do estádio, nos primeiros coros, surgiram os nomes de Muricy e Felipão.

Com a bola rolando, logo aos 5 minutos, após matada de canela de Leandro Damião, pedidos por Luis Fabiano. Vaias esparsas para o time inteiro aos 8 minutos. Neymar chamado de pipoqueiro várias vezes, com mais intensidade quando foi substituído. “Onde tá jogando esse cara?”, alguém pergunta sobre Rômulo. E “olés” pró África do Sul começaram no primeiro tempo.

Gritos de burro para Mano Menezes quando sacou Lucas. Gritos de burro para Mano toda hora. Hulk entrou e fez o gol. Mas nada de trégua. “Porque não saiu jogando? Como é burro esse Mano.”  Pois é, São Paulo manteve a fama de casa inóspita à seleção brasileira. E a equipe de Mano manteve a sua, de sem graça.

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9 explicações para a derrota do futebol olímpico

  • Cada seleção pode convocar 3 jogadores com idade acima dos 23 anos. O técnico Mano Menezes escolheu Hulk e o pôs na reserva.
  • E virou reserva para dar lugar ao limitado Alex Sandro, lateral que nem sequer era titular do Santos antes de ser vendido ao Porto. Jogamos, assim, com dois laterais-esquerdos.
  • A opção óbvia era chamar outro zagueiro acima dos 23, pois ficou claro que o atlético Juan disputou a Olimpíada na modalidade errada.
  • Como de costume, a concentração da seleção vira um balcão de negócios. No período olímpico, Thiago Silva trocou o Milan pelo PSG; Lucas trocou o São Paulo pelo PSG; Oscar trocou o Inter pelo Chelsea, Paulo Henrique Ganso  flertou com Inter, Flamengo e Corinthians e Leandro Damião com o Tottenham.
  • Falando em interferência de empresários, o que explica a convocação do zagueiro Bruno Uvini, já que nem no São Paulo ele joga?
  • E falando em Ganso, o meia, de novo, pareceu entrar em campo sem estar totalmente recuperado de contusão e mais preocupado em negociar sua saída do Santos.
  • Não tínhamos substituto para o goleiro Rafael, que se contundiu. Os chutes, com ou sem perigo, que acertaram a meta de Gabriel entraram.
  • Somados todos esses motivos, o time caiu na “neymardependência”. Ele não desequilibrou na final (pois, afinal, é humano) e o Brasil perdeu.
  • E, claro, a cagada do lateral-direito Rafael com 30 segundos de jogo no lance do gol do México.

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A torcida do São Paulo compareceu em massa ao Canindé. Porém, com más intenções. Ninguém foi poupado da ira gerada pela eliminação da Copa do Brasil. Nem Lucas. Com narizes de palhaço e bexigas amarelas (em alusão ao desempenho contra o Coritiba), os são-paulinos relegaram o jogo contra a Portuguesa ao segundo plano – ainda bem, diga-se,  pois o time perdeu de novo. “Leão, pede demissão”, gritavam, em uníssono (fato raro), as organizadas Independente e Dragões da Real.

Técnico, goleiro, presidente, todos foram “homenageados”. Denis “mão de alface”, Lucas “mentiroso”, Luis Fabiano (que nem jogou) ”pipoqueiro”, Juvenal “cachaceiro”. No mesmo ritmo, pediram o retorno de Paulo Miranda à Bahia e um minuto de silêncio em homenagem à “morte” de Casemiro. E, entre uma ofensa e outra, invocaram a memória dos ídolos Josué, Mineiro, Raí, Lugano, Cafu e…até do Fabão. Rogério Ceni também, claro. E do hoje rival Muricy Ramalho, treinador do Santos. Enfim, a galera tava nervosa.

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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