Final alvinegra

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Semifinal do Paulistão 2013. Arquibancada de São Paulo x Corinthians, único local onde houve emoção no Morumbi, a despeito do público fraco, 27 mil pagantes. Em campo, um dos piores jogos do campeonato. Três chutes a gol.

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Acima, aquele drink flamejante, nada mais é do que água com gelo seco. Boa.

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Tremores

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Arquibancada de São Paulo x Galo, oitavas de final da Libertadores. Recorde de público do torneio: 57 mil. O Morumbi tremeu. O Atlético, não.

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Las manos de Bandeira

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Maradona é um modelo atraente para caricaturistas. As facetas exóticas – durante e pós-carreira – decerto estimulam. Cabelos longos ou curtos; barbudo ou de cara limpa; gordo ou magro; debilitado ou com aquele olhar ligadão. Fenótipo sempre enfeitado por brinquinhos, correntes e pulseiras.

Um dos fissurados pelo Pibe de Oro é o inglês Graeme Bandeira. Ilustrador do Yorkshire Post, jornal de Leeds – e peladeiro nas horas vagas – conta que ”Maradona é o jogador que queria ter sido”. Aos 38 anos, não vai dar mais para tentar, no entanto se conseguir transferir aos pés parte do talento que demonstra com as mãos, deve ao menos ser o craque das peladas.

Diego Maradona

Em entrevista ao Futebol de Campo, o artista contou também ser fã do futebol brasileiro, em especial de Juninho, ídolo de seu time, o Middlesbrough. Confira os principais trechos abaixo. Para comprar ou ver outras obras de Bandeira acesse http://society6.com/BANDY e http://altpick.com/bandy.

“Desde que fui capaz de segurar um lápis, comecei a desenhar nas paredes. Depois passei a rabiscar nos livros de exercícios da escola. E assim minha carreira de ilustrador foi progredindo. Acho difícil aprender a desenhar. Acredito ser algo que vem de dentro. Requer uma paciência incrível e boa imaginação para desenvolver e, no fim, apreciar o resultado.”  

“Estou com 38 anos. Nasci em Middlesbrough e hoje moro em Harrogate. Trabalho no Yorkshire Post, em Leeds, como ilustrador e artista gráfico. Produzo uma ampla gama de charges, ilustrações, fotomontagens, tabelas, gráficos, gráficos e gráficos de informação. E também faço minhas caricaturas e charges como freelancer.”

“Sou obcecado por futebol. Chutava uma bola enquanto pintava as paredes. Os dois sempre andaram juntos. Joguei bola toda a minha vida, em equipes da escola e da faculdade. Ainda jogo regularmente com os amigos em várias ligas. É minha paixão, está totalmente ligado à minha rotina.”

“E, claro, tenho torcido para o Middlesbrough desde os 7 anos. Adoro o Juninho, meu jogador favorito até hoje. Certamente o melhor que vi com a camisa do Boro (apelido do clube). Era um mágico, quando recebia a bola a torcida já levantava. Comparável ao que os fãs do Barcelona devem sentir quando veem o Messi em ação.”

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“Já Maradona era o jogador que eu queria ser. O primeiro a chamar minha atenção. Tentava imitá-lo em campo. É um ídolo até hoje, a despeito de suas falhas óbvias. Sempre me senti atraído por sua genialidade e personalidade forte. Por isso, é sempre um desafio caracterizá-lo em um pedaço de papel.”

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“Admiro muitos outros jogadores brasileiros. A lista é interminável. Por onde começo? Morri de amores pela equipe de 82 – sem dúvida uma dos melhores que não conquistou uma Copa do Mundo. Zico, Éder, Falcão, Sócrates, Junior – todos maravilhosos. Temos, então, o brilho da equipe vencedora de 70, com Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Rivelino. Também venero há tempos o futebol de Ronaldo – talvez o atacante de maior explosão que já vi e, duvido, veremos novamente. Hoje, Neymar é empolgante, de habilidade surpreendente.”

Neymar

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Tobogã do bem (vazio)

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Nove mil ingressos de tobogã estavam à disposição por apenas duas garrafas pets. Mesmo assim o público de Santos 1 x 1 São Caetano, nesta quinta, não chegou a 12 mil no Pacaembu. Dois problemas: péssima divulgação da promoção ecológica, batizada como “Jogo do Bem” pela FPF,  e a total falta de interesse por essa estapafúrdia primeira fase do Campeonato Paulista.

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Tributo ao torcedor, por Paine Proffitt

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O torcedor é o centro da obra de Paine Proffitt. Filho de jornalista, um correspondente de guerra da revista Newsweek, o artista passou a infância por países como Vietnã, Líbano, Quênia. O futebol ainda não lhe chamava a atenção. Na adolescência, regressou à terra natal – os EUA. Adulto, motivado por um relacionamento, mudou-se para a Inglaterra. Lá sim aflorou a paixão pelo esporte bretão. Especialmente pelas torcidas.

“Os torcedores são o sangue de um clube. Jogadores, gerentes, proprietários, e até os jogos vêm e vão. Mas os fãs estão sempre lá. Em muitos casos seus pais lá estavam antes deles e seus filhos lá estarão atrás deles”, define

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De influências surrealistas e cubistas, Proffitt cria usando camadas de acrílico sobre suas telas.  Cor e textura são construídas de forma constante ao longo de vários dias antes de os dados, elementos de colagem e letras, serem adicionados. Para apreciar mais desse belíssimo portfólio, clique aqui. 

E confira abaixo trechos da entrevista que Proffitt concedeu ao Futebol de Campo no último dia 27 de março.

“Nasci nos EUA, mas cresci pelo mundo. Meu pai trabalhava para a revista Newsweek como correspondente de guerra, então nos mudamos diversas vezes quando eu era criança. Morei no Vietnã, Líbano, Quênia. Quando ele deixou a revista fomos para a Filadélfia, onde passei a adolescência. Estou com 40 anos, há 12 vivo na Inglaterra, em Stoke-on-Trent.”  

“Estudei na Rhode Island School of Design (RISD), em Providence, nos EUA. Passei também um ano na Universidade de Brighton, minha introdução à Grã-Bretanha. E ao futebol. Depois de formado trabalhei como ilustrador freelancer nos EUA por alguns anos. Em seguida, por conta de um relacionamento, voltei à Inglaterra. Continuei como ilustrador, porém logo fiquei frustrado. Não gostava de atuar em cima da obra de outros. Queria ter a liberdade de pintar temas que apreciava, sobretudo futebol. Tenho trabalhado como artista independente desde então.”

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“Apaixonei-me pelo futebol. Queria focar nele minha obra. No princípio gostava de pintar o jogo. Mas quando comecei a sentir o espírito das torcidas passei a abordar esse lado. Os torcedores de futebol são diferentes de todos os outros. Mais apaixonados, mais vocais. São o sangue que dá vida aos clubes. Jogadores, gerentes, proprietários e até os jogos vêm e vão. Os fãs, por outro lado, estão sempre lá. Em muitos casos seus pais lá estavam antes deles e seus filhos lá estarão atrás deles. Eles mantêm suas paixões. E é isso que dá emoção aos jogos. Queria retratar esse vínculo e prestar uma homenagem a essas pessoas em minhas pinturas.”

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“Sou torcedor do Port Vale FC, clube de Stoke, da quarta divisão. Comprei o carnê da temporada e tento assistir a todas as partidas. Costumava até trabalhar como mordomo para eles, mas podia fazer algo melhor. Produzo a arte dos programas com as informações da temporada. Faço também a arte dos programas do Aberdeen FC (Escócia) e do West Bromwich Albion (Premier League). Apego-me às equipes para quem trabalho. Fui recentemente à Escócia assistir a uma partida do Aberdeen, no Estádio Pittodrie. E estive em quase todos do West Bromwich na temporada passada, no Estádio Hawthorns. Quando estou criando os programas vou com maior frequência para conhecer melhor a equipe e o perfil dos torcedores.”

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“Nunca fiz nada sobre o futebol brasileiro, cuja beleza e paixão são mundialmente famosos. Espero pintar uma peça ou duas em breve.”

“Meu estilo vem de influências variadas. Programas e cartazes vintage de diferentes artistas e movimentos. Algumas peças são bastante influenciadas pela escola russa. Os velhos cartazes de propaganda comunista e obras de arte são fortes na sua concepção e mensagem. Busquei nessas técnicas mostrar o  futebol como uma equipe, forte e unificada.”

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Lendas das Copas, por Neil Stevens

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“Como contagem regressiva para a Copa do Mundo no Brasil 2014, criei retratos ilustrativos das lendas do torneio. Jogadores que iluminaram o mundo no maior palco do futebol”, disse Stevens ao site A Football Report.

Pelé, Diego Maradona, Johan Cruyff, Michel Platini, Bobby Charlton e Gary Lineker. Este é o volume um. Outros virão. Você pode encontrar mais do ótimo trabalho do artista aqui. E aí, qual preferiu?

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Detalhes

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No Pacaembu vazio (3.833 pagantes), palmeirenses e botafoguenses de perto.

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Cenas do futebol em 8bits

"La Mano de Dios"de Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86

“La Mano de Dios”de Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86

Volto a falar aqui do criativo blog 8bit Football. Cenas marcantes do futebol  no formato 8bits. Embora escrito em inglês, é obra de um brasileiro. Mineiro de BH, atleticano, Matheus Toscano, 30 anos, vive na Holanda. Com menos de um ano na web, o site já foi pauta nos ingleses Guardian e Sun e em revistas eletrônicas de França e Alemanha. Confira abaixo algumas das cenas populares do blog e trechos da entrevista concedida ao FUTEBOL DE CAMPO.

Em tempo: o primeiro comentário deste post explica melhor – muito melhor do que o meu básico CRIATIVO – o trabalho de Toscano.

A defesa à la escorpião de Higuita em amistoso contra a Inglaterra

A defesa à la escorpião de Higuita em amistoso contra a Inglaterra

“Estudei Ciência da Computação na PUC-MG, nada a ver com design gráfico, e vim para Amsterdã fazer um mestrado. Acabei ficando.”

“Quando era criança, adorava jogos de computador – Indiana Jones, Sensible Soccer etc). Naquela época os gráficos eram limitados, no formato 8 bits. Como também sou fanático por futebol resolvi juntar os dois e ver o que dava. Criei o blog e a aceitação foi ótima. Aí resolvi levar a sério com Twitter e Facebook, para incrementar a interação com o público.”

“Continuo acompanhando o futebol brasileiro, principalmente os jogos do Galo. Tento assistir às partidas mais importantes pelo computador. Fico de olho também nos sites de esportes e Twitter para ver os gols, lances polêmicos, ou qualquer outro material que possa gerar assunto para as ilustração em 8bits.”

“A média do blog é mais ou menos de 1000 visitas por dia. Os principais visitantes são do Reino Unido. Daí o inglês. Depois vêm Alemanha e Brasil.”

“O tempo de produção de cada post depende. Se é só com os jogadores parados levo de 30 minutos a uma hora, depende do tanto que consigo reaproveitar partes de outra imagem. Se é alguma cena de ação, aí já é mais demorado. Leva até 5 horas.”

Voadora de Cantona em torcedor no campeonato inglês de 95

Voadora de Cantona em torcedor no campeonato inglês de 95

E a cusparada de Rijkaard em Voeller no Mundial de 90

E a cusparada de Rijkaard em Voeller no Mundial de 90

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Ufa!

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Não dá para saber quem está mais ansioso. Jogador ou torcedor do Palmeiras, como o garotinho acima colado no alambrado. Com dois a mais, vitória por apenas um gol sobre o Paulista. Tremendo sufoco.

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Meias maestrais, por Daniel Nyari

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Já elogiei o trabalho do designer e ilustrador Daniel Nyari em posts anteriores. Na série “Playmakers”, o romeno, criado na Áustria e hoje radicado em Nova Iorque, reúne 25 dos grandes meias da história. Alguns mais de armação -Valderrama, Xavi e Pirlo – outros com maior presença de área – Zico, Messi e Maradona. Preciso de ajuda para identificar dois. O quarto da primeira fila, da Inter, e o primeiro da segunda, do Borússia. Alguém sabe?

Conheça mais da obra do artista em “Hire an Ilustrator”.

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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