Venda de ingressos para finais do Paulistão

Mapa-Pacaembu

Começou nesta sexta (10) a venda de ingressos em bilheteria para a primeira final do Paulistão entre Corinthians e Santos. Para o jogo deste domingo (12), no Pacaembu, cujo mandante é o time da capital, já foram negociados pouco mais de 30 mil ingressos.

São seis pontos de negociação para o setor corintiano, abertos das 10h às 17h. Ingressos para Cadeira Laranja, Numerada e Área VIP ainda estão disponíveis. Clique aqui e confira os valores e os pontos de venda.

Para o torcedor santista, as entradas para a segunda partida, dia 19 na Vila Belmiro, começaram a ser vendidos exclusivamente para sócios a partir das 14h desta sexta (10) pelo portal www.sociorei.com.br . A comercialização via www.sociorei.com.br acontece até as 14h do dia 18 de maio (sábado), caso os ingressos não acabem antes.

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Restam 4

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“Ei amigo, tira uma foto do placar eletrônico. Registra esse momento histórico pra mim, por favor. Nossa cidade tem 60 mil habitantes, olha onde nós chegamos.”

No Morumbi, o torcedor da Penapolense não cabia em si. Independentemente do resultado, jogar uma fase final de Paulistão contra o São Paulo já valia o périplo do interior à capital. É esse o espírito, parceiro, parabéns. Segue o seu registro, com o placar ainda em 0 a 0.

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Martiniano, parte 2

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Lembra do Marcos Martiniano? Aquele cartola que sentou na marca do pênalti para impedir uma cobrança contra o São Vicente. Foi no último dia 3, pelo Paulista de A-3. Ele não arredou as nádegas da cal por 15 minutos. A cena correu o mundo, sem exagero.

A birra custou caro. Multa de R$ 30 mil e perda de 3 mandos de jogo. Desalojado, o time do litoral transferiu o duelo de hoje para a Rua Javari. E lá estava Martiniano, novamente, encrencado. Já ecoava o hino nacional e os ingressos não haviam chegado às bilheterias.

Jogo em andamento e portões fechados

Jogo em andamento e portões fechados

São Vicente 1 x 2 Batatais - Paulista a-3 27-03-2013 001

O cartola assumiu a bronca. “Culpa minha. Contratei uma empresa ruim. Não cumpriram o prazo.”  Mas antes fossem as entradas a maior preocupação naquele momento. A segundos das 15h, hora do pontapé inicial, a ambulância – outra responsabilidade de Martiniano – também não estava lá. E sem público a bola até pode rolar. Sem ambulância, não.

Mesmo quem demorou para entrar não demonstrou muito interesse no jogo

Mesmo quem demorou para entrar não demonstrou muito interesse no jogo

Com uns minutinhos de atraso, primeiro apareceu a ambulância. O jogo pôde começar. Quinze minutos depois chegou o motoboy com os ingressos. Acabou tudo bem. Afinal, havia meia dúzia de gatos pingados esperando. Quanto ao jogo, não teve jeito, a situação do Martiniano piorou: 2 a 1 o Batatais.

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Dona Clarisse e seu Odair, pais do bandeira Vitor Metestaine

 

Outro fato raro. Embora o mandante tenha perdido, o bandeira Vitor Carmona Metestaine teve vida mansa. Atrás dele sentaram seus pais, simpático casal, e  ninguém mais. Talvez tenha sido a primeira vez que Vitor tenha sido chamado durante um jogo apenas e tão-somente de filho da dona Clarisse.

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O gato preto voltou

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A fase do Juventus não é das melhores. Em nove rodadas da Série A-2 somou apenas nove pontos. Na semana passada teve o estádio interditado ao público. Anteontem, um vendaval destelhou a tribuna de visitantes.

Hoje a Rua Javari foi reaberta à torcida. Enfim uma boa notícia. Mas aí veio outra derrota: 2 a 0 ante o Grêmio Osasco.

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A fim de se livrar dessa nhaca, os juventinos resgataram nas últimas rodadas a mais mística de suas tradições. A bandeira do gato preto (foto acima). Aposentada desde 2008, ela voltou ao alambrado para trazer sorte à equipe – e azarar os rivais.

A lenda do gato preto nasceu em 1953. Ano em que a diretoria mandou benzer o estádio para livrar o time de um iminente rebaixamento. O trabalho incluía uma vigília no gramado durante a madrugada que antecedia a última partida do campeonato.

Naquela noite, um gato preto teria dormido dentro de um dos gols. O gol do “Setor 2″ (à esquerda do portão principal), hoje ponto da organizada que leva o mesmo nome. O time foi orientado então a atacar no segundo tempo na baliza onde o felino dormira.

Funcionou. Os dois tentos da vitória salvadora saíram lá. “Depois de 1.111 dias na terceira divisão e dessa sequência de derrotas resolvemos acordar o gato”, conta Felipe Trafa (foto abaixo), membro da Setor 2.

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Tribuna dos visitantes que teve a cobertura arrancada por vendaval

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Caça ao tesouro

GANSO

Previsível. Ganso virou alvo (de novo) de chuva de moedas na Vila Belmiro. Ele mesmo se abaixou para catar. Mas quem se deu ao “trabalho” de verdade foi o gandula Ceará. Os 15 minutos de intervalo não foram suficientes. O jogo recomeçou e ainda tinham diversas espalhadas pelo gramado. Ceará encheu uma caixa e guardou num cantinho.

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A fim de desvendar o destino das oferendas ao meia, encontrei no setor das cativas um colega de Ceará, a quem pedi ajuda. “Vou perguntar pra ele”, prometeu, motivado por uma possível participação nos lucros.

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Este acima é o Ceará durante a “faxina”. Eu e seu amigo aguardamos agora a prestação de contas. Afinal, quanto valeu o protesto?

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Certo por vias tortas

Qual a maior loucura que você já fez para ver um jogo do seu time? Para se transformar em Esquerdinha, torcedor-símbolo do Santo André, Eduardo Braghirolli perdeu seis vezes o emprego. Tá bom pra você? Caminhoneiro, ele desviava suas rotas na direção das partidas. “Era mais forte que eu.”

Aos 50 anos, segue o time desde os 7, influenciado pelo primeiro presidente do clube, que era seu vizinho. E, também há tempos, vai fantasiado. As roupas são confeccionadas por ele mesmo. Cada jogo, um tema.

Contra o Botafogo, por exemplo, trajou um modelito de bombeiro. Papai Noel azul no Natal. Chegou a se vestir de noiva,  promessa pelo acesso à Série A do Brasileiro, em 2008. Neste domingo, no Canindé, assistiu à derrota contra a Lusa, pela A-2 do Paulista, com um terninho básico e óculos à la Zé Bonitinho.

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Campeão da Copa do Brasil em 2004, no ano seguinte o time do ABC disputou sua única Libertadores. Caiu na primeira fase. Reservou, no entanto, uma aventura para Esquerdinha. Contra o Cerro Porteño, no Paraguai, foi o único torcedor visitante. “Fiquei sozinho contra 30 mil”, orgulha-se.  Certamente o  mais inesquecível de seus desvios de rota.

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Portuguesa x Santo André - Série A-2 Paulista 2013 038Portuguesa x Santo André - Série A-2 Paulista 2013 044

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O sombrero de Zito

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Ela não lembra bem. Primeiro diz que foi por volta de 58. À época, com 20 aninhos, já era fanática pelo Santos Futebol Clube. Assídua frequentadora da Vila Belmiro desde os 18. “Talvez tenha sido no início dos 60″, corrige em seguida. Dona Rivalda busca precisão. Afinal, trata-se de um dos episódios mais marcantes de sua longa relação com o time. O dia em que recebeu de presente, das mãos de seu ídolo  Zito (eterno capitão santista), um vistoso sombrero, advindo de passagem alvinegra pelo México.

Aos 74 anos, dona dos Santos (melhor aqui tratá-la pelo sobrenome), permanece leal. Figura carimbada em todos os jogos no Urbano Caldeira. Enfermeira aposentada, nascida em  Aracaju, hoje mora perto de sua segunda morada. Vai caminhando ao estádio. Em geral com uma amiga. O maridão,  também santista (não tanto), “fica tomando conta da casa”, brinca a patroa.

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Dona dos Santos tornou-se torcedora símbolo. Ganha água, lanches e cumprimentos mil. Sua cadeira cativa é garantida pelo presidente, seja ele quem for. E sempre, sempre ocupa o mesmo assento trajando seu indefectível sombrero preto. Adereço estilizado por ela mesma com a faixa do tricampeonato paulista (reparem na foto do alto).

Nesta quarta ela previu um 4 a 0 do Peixe sobre o Botafogo-SP. Bateu na trave. O gol que faltou, no entanto, foi bem compensado por outro tipo – não menos elegante – de sombrero, este presente de seu ídolo contemporâneo.

É inevitável. A personagem nos enche de saudosismo. Remete a tempos em que craques se preocupavam mais em cativar fãs de verdade do que acumulá-los aos borbotões em redes virtuais. Anos em que os fios do bigode ralinho de Zito tinham validade maior do que contratos milionários. Enfim, parafraseando o poeta, saudades de um tempo que não vivi. Mas que a dona dos Santos, rodada após rodada, continua se esforçando para não esquecer.

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O presidente Laor aproveitou o bom momento. Foi para o meio da galera depois do jogo, onde posou para centenas de fotos. Bom político que é, parecia estar em campanha. Ouviu pedidos por Robinho e prometeu correr atrás.

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Bis

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Nada mudou. No primeiro jogo de 2013 após o rebaixamento à Série B do Brasileiro, o coro da torcida palmeirense continua o mesmo do ano passado. “Ei, Tirone, vai tomar no c…, ei Frizzo, vai tomar no c…”  O brado contra o presidente e vice do clube, entoado sempre antes e depois dos jogos, ganhou intensidade neste domingo. A irritação tomou conta dos 10 mil pagantes, inconformados com outro fracasso. Desta vez o empate sem gols ante o Bragantino, na estreia do Paulistão. Até o ídolo Barcos, que perdeu um pênalti, decepcionou. Que fase.

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E, apesar dos pesares, a galera da Acadêmicos da Savóia estava em festa. A organizada comemora seus 8 anos de história. Teve bandeirão, letras gigantes, balões infláveis. Show de bola.

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Jabuca em campo

“Pôr o Jabaquara em campo.” Para quem não conhece, a expressão é um prenúncio de confusão. Usando outras metáforas para explicar, é como dizer “a cuíca vai roncar” ou “a batata vai assar”. Reza a lenda que a frase caiu na boca do povo por conta de um tremendo quebra pau num jogo do Jabuca nos anos 40. Outra teoria, romântica, é que teria nascido de uma série de vitórias sobre  Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo. O Jabaquara teve dias de glória.

Nesta tarde, no empate por 1 a 1 contra o Olímpia, o time fez jus à primeira tese. Carrinhos por trás eram comemorados como gols. Das arquibancadas do estádio Espanha, em Santos, era possível ouvir o choque das canelas. Estádio, aliás, cujo apelido é Caneleira (por outras razões, evidente).

O resultado acabou com as chances de o Leão da Caneleira chegar à Série A-3 (é, os dias de glória já eram). Em parte devido à expulsão do capitão Rodrigo, que em uma dessas divididas pôs, literalmente, o Jabaquara em campo.

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Santos, Tolima, Mogi Mirim

Parece, mas não é post repetido. É que o mesmo ambulante que ontem vendia a camisa “Tolima Chupa Gambá” no entorno do Morumbi foi hoje desencalhar o material na Vila Belmiro. E conseguiu, graças à Ponte Preta. O time de Campinas eliminou o Corinthians do Paulista e deu mais munição para zoar o rival. “No próximo jogo vou trazer a camisa da Ponte”, brincou o afortunado camelô.

Confira abaixo outras cenas de Santos 2 x 0 Mogi Mirim.

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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