Os sem-divisão

Começou no início deste mês a Copa Paulista, competição da FPF com os clubes do Estado que não estão em nenhuma divisão do Brasileiro nem na segundona do Paulista.  No último sábado jogaram Palmeiras B x Audax, na Rua Javari. A filial do Palestra quase fechou recentemente, após ser rebaixada.

Aí recebeu um punhado de jogadores, via empresários, e sobrevive. Perdeu por 1 a 0 para o Audax, clube que  tenta se firmar como formador de jogadores. O corintiano Paulinho passou por lá. Mas é difícil vê-lo como algo mais do que um fundo de investimento montado pelo Pão de Açúcar.

Bom jogo parEnfim, um confronto enfadonho entre dois ícones do futebol moderno. O que salv em um estádio que emana ares nostálgicos.

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Louvável a presença da torcida do Noroeste ontem no estádio do Nacional. Depois de um jornada de 326 km de Bauru a São Paulo, viram o time levar de 4 a 1 do Audax, sob um sol de rachar, sem parar de gritar um minuto. Pentelharam o bandeirinha e empurraram demais a equipe. Um deles se isolou atrás do gol só pra azucrinar o goleiro adversário (vídeo acima). Não adiantou. Mas é isso aí, mesmo na A-2, essa galera honra a tradição do Norusca.

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À moda antiga

Assistir a um jogo no estádio do Nacional remete a uma porção de coisas que acabaram no futebol. Para começar, ir de carro sem se preocupar com flanelinha. Há estacionamento dentro do clube. Outra, não tem torcida organizada. Os poucos frequentadores rivais sentam-se juntos. Pode ir com a camisa do visitante e até xingar o time da casa, se quiser. O alvo, porém, é sempre o mesmo. Quanto menos gente na arquibancada mais claros chegam os elogios ao trio de arbitragem. E essa turma das antigas gosta de exibir um vasto repertório de impropérios e potência no gogó.

Quem está jogando no Nicolau Alayon atualmente é o Audax, pela Série A-2. Os donos da casa entram em campo em maio, na Série B. Nesta quarta o Audax enfrentou o União São João de Araras.  Um vendaval quase arrancou a cobertura do estádio, que é de 1938. Conservadíssimo, diga-se.

Outra peculiaridade é o som ambiente. Com 76 pagantes, ouvia-se claramente a narração do locutor da rádio de Araras. Deu a impressão de que os gritos de gol saíram dos auto-falantes do estádio.

Teve ainda um momento pastelão. O segundo tempo começou com uns minutinhos de atraso porque os maqueiros perderam a hora comendo um dogão na cantina durante o intervalo. Sem problemas. Tal como antigamente, ninguém ali estava com pressa.

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Roubando a cena

No jogo desta quarta entre Audax e União São João, pelo Paulista da A-2, um jogador do Palmeiras é que foi o centro das atenções. Luan foi ao estádio do Nacional, vizinho ao CT palmeirense, ver o irmão Lucas Louzã, volante do time de Araras. Irmão até hoje conhecido apenas pelo soco que deu no juiz em jogo da Copa Paulista do ano passado.

O atacante do Palmeiras chegou no segundo tempo. Estava com o empresário Assis Moreira (irmão de Ronaldinho Gaúcho), interessado em apresentar um de seus jogadores aos dirigentes do União.

Ao final da peleja, Luan foi o primeiro a dar entrevista. Os três repórteres (um da Federação Paulista de Futebol, diga-se), deixaram o técnico Jair Picerni, estreante do União, para depois. “Venham entrevistar quem jogou”, gritava Assis disposto a desviar os microfones para o vestiário do União, que ganhou por 2 a 0. Em vão. O foco mudou para o vestiário só quando Luan entrou para encontrar o irmão. Confira abaixo o vídeo com a vibração no momento do gol.

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Tema: Personalizado Esquire por Matthew Buchanan.

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