Na torcida 27/08/2012
Sausalito – Everton x Deportes Barnechea

Entramos hoje para o grupo dos últimos visitantes da casa que recebeu a seleção brasileira em quatro jogos da campanha do bi mundial, há 50 anos (1962). O histórico estádio Sausalito, em Viña del Mar, será totalmente reconstruído para a Copa América de 2015.

De fato necessitava de obras. Parte da arquibancada rachou no terremoto que assolou a região em 2010 e desde então a área está interditada. Os banheiros, embora se pague para usá-los, são péssimos. Da visibilidade não há o que falar: sem pontos cegos.

Fomos ao Sausalito para acompanhar o Everton pela segunda vez (e zicamos novamente). No ano passado o clube empatou com o Rangers e perdeu a chance de subir à 1ª divisão. Neste domingo apanhou do pequeno Deportes Barnechea (Santiago) e despencou na tabela.

O Everton vai mal, apesar de ter o elenco mais caro da Série B. A pressão é grande para que reviva seus melhores momentos, vividos há três anos, quando disputou a Libertadores e o craque do time era o atacante argentino Miralles, ex- Colo-Colo, Grêmio, e hoje no Santos.

Chama a atenção a quantidade de crianças no estádio. É comum, nos quinze minutos de intervalo das partidas, a garotada sair correndo atrás das bolas de plástico que são distribuídas pelo Everton para disputar umas peladas junto aos alambrados.

Mesmo na segunda divisão, o Everton leva bom público ao Sausalito. Neste domingo foram 3.700 pagantes. Os ingressos mais baratos, nas chamadas galerias, custam cerca de R$ 10. O último Santos x Cruzeiro pelo Brasileirão, por exemplo, atraiu apenas 3.200 à Vila Belmiro.

A comida de estádio em Viña del Mar é parecida com a do Brasil. Amendoim, churros e o tradicional misto frio. Há, no entanto, uma diferença considerável entre os mistos: o deles vem com uma generosa fatia de abacate, ingrediente típico na cozinha andina.

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