Em campo, ele não cooperou. Expulso no começo do segundo tempo, tornou deveras complicada a missão do Goiás de segurar o empate contra o Bahia, nesta terça, pela semifinal da Copinha. Desolado, o zagueiro se recusou a ficar no vestiário. Queria ajudar de alguma forma. Resolveu então se unir aos poucos torcedores alviverdes, em clara minoria no estádio Nicolau Alayon.
Já calçando chinelos, mas ainda de uniforme, colou no alambrado. Xingou o bandeirinha, orientou o time, gritou, rezou e negou sua camisa a dezenas de pidões (todos torcedores rivais).
Sofreu demais. A vitória foi dramática. Logo após sua expulsão, a juíza marcara um penal em favor do tricolor. Raylan bateu e perdeu. A árbitra (estranho escrever essa palavra no feminino) mandou voltar. Yago e seus parceiros de arquibancada surtaram. Raylan voltou a cobrar e novamente o goleiro Paulo Henrique espalmou. Lembrou Waldir Peres x Breitner em 81.
O jogo foi decidido nas cobranças de pênaltis. Paulo Henrique pegou mais dois e, finalmente, Yago pode voltar ao campo para comemorar.


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Muito legal o estádio Nicolau Alayon… Hoje, o Bahia não teve sorte.