Poucos, ou ninguém, presta atenção em música de campo de futebol. Quando for ao Canindé, dê uma chance, antes da partida e durante o intervalo. No estádio onde tudo é diferente, o repertório musical varia de acordo com a ocasião.
No Carnaval, marchinha ou samba. Se morre um cantor famoso, tem homenagem póstuma no jogo seguinte. Assim foi em 2009 com Michael Jackson e neste ano com Whitney Houston. Semanas atrás entrou “Tieta” na esteira do centenário de Jorge Amado. Em 12 de outubro, Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, Balão Mágico e “Nossa Senhora”.
Quando não há efeméride, entra um rock. Tradicionalíssimos (Stones, Beatles, Elvis), com batida um pouco mais pesada (AC-DC, Metallica) ou pops (Foo Fighters, Coldplay, Red Hot Chili Pepers, Oasis).
A responsável pelas playlists é uma senhora de 54 anos. “Com disposição de 18″, frisa. Há 12 anos Ana Vitória Mendes trabalha voluntariamente como “DJ” da Portuguesa. Além de cuidar da trilha sonora, anuncia as substituições e dá os avisos de utilidade pública. E na hora do hino nacional, comanda: “Todos de pé”.
Conta sempre com a colaboração do primo fiel, Jorge Rodrigues, que sobe e desce do campo ao setor de imprensa com as escalações. Adora palpitar na seleção musical, o que, às vezes, acaba mal.
Filha de portugueses, a paulistana Vitória veio do departamento de comunicação da Lusa. Entre essa e outras funções, já entrou até fantasiada de Leão (mascote) no gramado. Foi num Dia das Crianças, em 2006, com seus alunos. Ela também leciona geografia há 14 anos em uma escola particular.
Sua experiência em um programa de rádio voltado à comunidade lusa facilitou a adaptação à cabine de som do estádio. O curso de locução do Senac e o namorado, narrador esportivo, também.
Aviso: se justamente no dia que você resolver prestar atenção a Vitória mandar uma música folclórica portuguesa, não estranhe. É a cota para agradar a chefia.

Que barato!
Pois é, uma figura a Vitória!
Preciso voltar logo ao Canindé!
Abraço
Essa Dj é destaque. Merece ser divulgada.