O Cacifo do Paulinho, blog português dedicado ao Sporting, levantou uma velha e polêmica questão: como se compara o fanatismo por seu clube?
Pelos anos de devoção? Por ser ou não sócio? Pelo número de vezes em que foi ao estádio? Pelas camisas compradas? Pelas lágrimas vertidas? Por ficar sem jantar após uma derrota? Por ser de torcida organizada? Por querer sair na porrada com os rivais? Por ter guardado um tufo do gramado? Por saber de cor a história do clube? Por só vestir as cores do time? Por ter um blog ou twitter de torcedor? Por não ter outro assunto?
A lista poderia continuar ad aeternum. Mas nesta quinta concluí. Justamente em solo lusitano. Ninguém é mais torcedor do que o Sardinha.
Vamos tentar responder as indagações do parágrafo acima. Não sei se ele é associado ou se conhece de cor a história da Lusa. Não coleciona camisas do time, isso é certeza, pois esta quase sempre à paisana. Nem português é. Descende de espanhois. Não fica perto das organizadas, tampouco corre atrás de autógrafos ou tufos de grama.
Já conquistou seu maior troféu, condecorado com uma medalha pelo clube por seu trabalho na construção das arquibancadas do Canindé. Ele trabalhou na obra do estádio. E é um dos que mais o frequentaram. No alto de seus 74 anos, há 59 vai semanalmente. Nem sabe o que é um blog. Twitter? Responde que tinha dois no som de uma antiga kombi da torcida.
Então, o que eleva o lustrador Leonardo Garcia ao topo da hierarquia dos torcedores? Suas lágrimas vertidas, é claro! Enquanto a Lusa batia o Sport por 5 a 1, xingava o juiz, zanzava de um lado ao outro, testa franzida, agoniado. Gol após gol, não relaxava. ”A bola entrou, seu cego”, gritava ao bandeirinha num lance em que a bola – claramente – não tinha entrado.
Enfim, para a pergunta vinda do Cacifo do Paulinho, o próprio resumiu melhor do que essas linhas. “Se fossem 20 mil Sardinhas, a Portuguesa seria o maior time do mundo.”
Abaixo, as fotos das torcidas na partida de ontem.









