Um conselheiro do Santos Futebol Clube e candidato a vereador na cidade está divulgando via e-mail uma proposta de ampliação da capacidade da Vila Belmiro para 45 mil lugares. A ideia é antiga e sempre esbarra em impedimentos técnicos e legais. O ex-presidente Marcelo Teixeira e o atual, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, foram freados por essas barreiras.
Agora, o político se diz tecnicamente amparado por renomadas consultorias. E, financeiramente, propõe parceria público-privada, com captação de recursos via BNDES, aporte direto de recursos públicos, isenção e incentivos fiscais para o clube e aos eventuais parceiros do empreendimento. Se eleito, promete ajudar a desatar os nós legislativos, como comprovar interesse público da obra e providenciar a desafetação da área. Ou seja, não é nada simples.
Em seu texto, o candidato lembra que a Câmara paulistana aprovou a concessão de R$ 420 milhões em incentivos fiscais para a construção da Arena Corinthians. E resgata a história do terreno cedido por Laudo Natel ao São Paulo para levantar o Morumbi. Sou contra usar um centavo que seja de dinheiro público em estádios particulares. Além de estar longe de ser prioridade do Executivo, abre precedentes nocivos. Se já foram abertos, para favorecer este ou aquele clube, é outra conversa. Não justifica continuar repetindo o erro.
Enfim, se for realmente viável dos pontos de vista técnico e legal, também defendo a ampliação vertical da Vila, em vez da construção de outro estádio. Por questões exclusivamente históricas. Mas a discussão é válida. No alto da página e abaixo as imagens do projeto enviadas por e-mail.




