Por meio do ótimo site padreydecano, conheci o projeto do Peñarol para construir seu estádio. O maior vencedor do futebol uruguaio sempre jogou no tradicionalíssimo, porém envelhecido (de 1930), Centenário, propriedade municipal. Inovadora, a ideia será oficialmente apresentada no próximo dia 28 de setembro, mas padreydecano já adiantou alguns detalhes. Levam a uma reflexão sobre como e quanto está se gastando nos estádios da Copa 2014.
A construtora, para iniciar a obra, exigiu adiantamento de 30% do custo total, US$ 33 milhões (ou R$ 66 milhões). Com os R$ 108 milhões da negociação do Lucas, por exemplo, daria para erguer quase dois. Mas como não tem um Lucas, o clube decidiu recorrer aos sócios.
Planeja vender previamente parte dos lugares. Camarotes para 16 pessoas, por 10 anos de uso, com três vagas no estacionamento, a US$ 60 mil. Cadeiras cativas, vitalícias, por US$ 4 mil. E um mais popular, com assento pela temporada, a US$ 250. Com capacidade para 40.200 pessoas, o estádio tem prazo de conclusão de 14 meses.
Comparando ao cenário brasileiro, a proposta é extremamente econômica e ágil. Vejamos: a Arena das Dunas (RN), menor orçamento entre os novos estádios da Copa de 2014, é de R$ 350 milhões. As reformas da Arena da Baixada e do Beira-Rio custarão, respectivamente, R$ 234 milhões e R$ 330 milhões. E a previsão para a Arena Corinthians, a mais cara, já alcançou os R$ 890 milhões. Para pensar…

O estádio do Espanyol, na Catalunha, também não custou tanto como os brasileiros.
E me parece que o da Vecchia Signora também não.
Abraços
Acrescentando: o novo estádio do Espanyol custou cerca de 65 milhões de euros (visitei-o fora de dia de jogo: http://futpopclube.com/2010/11/15/rcd-espanyol-de-barcelona/ ).
O Juventus Stadium, erguido no lugar do Delle Alpi, cerca de 100 milhões de euros.
Confere, bem mais baratos. Cara, é vergonhoso…