“Pôr o Jabaquara em campo.” Para quem não conhece, a expressão é um prenúncio de confusão. Usando outras metáforas para explicar, é como dizer “a cuíca vai roncar” ou “a batata vai assar”. Reza a lenda que a frase caiu na boca do povo por conta de um tremendo quebra pau num jogo do Jabuca nos anos 40. Outra teoria, romântica, é que teria nascido de uma série de vitórias sobre Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo. O Jabaquara teve dias de glória.
Nesta tarde, no empate por 1 a 1 contra o Olímpia, o time fez jus à primeira tese. Carrinhos por trás eram comemorados como gols. Das arquibancadas do estádio Espanha, em Santos, era possível ouvir o choque das canelas. Estádio, aliás, cujo apelido é Caneleira (por outras razões, evidente).
O resultado acabou com as chances de o Leão da Caneleira chegar à Série A-3 (é, os dias de glória já eram). Em parte devido à expulsão do capitão Rodrigo, que em uma dessas divididas pôs, literalmente, o Jabaquara em campo.


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