Estão cada vez mais frequentes as denúncias de torcedores que pagam o valor inteiro do ingresso e recebem bilhete de meia entrada. Este blog já testemunhou a manobra no Canindé. No Blog do Perrone, do UOL, nos comentários do post “Ministério Público investiga máfia dos cambistas e fecha cerco a clubes”, do dia 22/01, um leitor diz ter sido vítima do esquema em Marília, Presidente Prudente e Bauru.
O bilheteiro, provavelmente, embolsa o dinheiro da outra metade. Se com ou sem aval de graúdos dos clubes, cabe ao MP apurar. O torcedor ainda corre o risco de ser barrado na catraca. Risco pequeno, é verdade, pois ninguém confere a documentação de estudante na entrada. Mas pode acontecer. De qualquer maneira, o principal lesado é o time mandante.
Com relação aos cambistas, valeria o MP dar atenção especial aos líderes de torcidas organizadas. É comum ver torcedores com as camisas dessas facções revendendo ingressos. Fato também já presenciado por este blog no Palestra Itália e Vila Belmiro. Essas entradas (ou pelo menos parte delas) são doadas pelos próprios clubes às organizadas, como é público.
