Animação feita por Adriano L. R. Dias em homenagem ao título do Santos na Libertadores 2011.
Animação feita por Adriano L. R. Dias em homenagem ao título do Santos na Libertadores 2011.
Demorou. Após 13 anos de espera, quatro baianos ganharam na Justiça indenização de R$ 20 mil cada por conta da má prestação de serviço da agência Atlas Turismo em um pacote para ver o Brasil na Copa de 98, na França. A decisão do STJ, do último dia 27, pode ser útil a quem comprou ou vai comprar pacotes para acompanhar o Santos no Mundial de Clubes.
Na ação, os consumidores pediram reparação por danos materiais e morais. Eles perderam o jogo de estreia da seleção, os voos atrasaram, roteiro e hospedagem mudaram. Mas, em primeira instância, o TJ da Bahia entendeu que deveria ser paga somente indenização por dano material, pois a agência não recebeu os bilhetes da estreia por culpa de terceiros, assim como o atraso nos voos ocorreu devido a uma greve dos aeroviários.
No recurso, porém, o STJ considerou que a decisão da Justiça baiana deixou de levar em conta a cadeia de fornecedores solidariamente envolvida, que atrai a responsabilidade objetiva da agência.
De acordo com a jurisprudência do STJ, agência que comercializa pacotes responde solidariamente pelos defeitos na prestação dos serviços que integram o mesmo. Segundo o relator, ministro Raul Araújo, os problemas citados justificam a reparação por danos morais. “Essas situações não se restringem a um simples aborrecimento de viagem, configurando, sim, um abalo psicológico ensejador do dano moral”, entendeu Araújo.
Depois de muitas idas e vindas, a abertura da Copa será mesmo em São Paulo. A diretoria do Corinthians já recebeu uma cartilha da Fifa com orientações detalhadas sobre tudo que o estádio de abertura deve apresentar. Detalhes que motivaram piadas do presidente corintiano, Andrés Sanchez.
Entre as obrigações está até o material a ser utilizado na louça sanitária do estádio. “Bom, agora a gente fala que topa tudo. Depois damos um jeito de ajeitar isso para a nossa realidade”, comentou o cartola. Tais exigências, no entanto, não são novas, muito menos preciosismo criado pela Fifa. Em pesquisa feita no Arquivo Histórico de São Paulo, o blog encontrou uma planta do anteprojeto de construção do Pacaembu (imagem no alto), feito em 1934 pelo Escritório Severo & Villares, que previa até um salão de recepção para banheiros femininos.
No canto inferior esquerdo da imagem acima estão descritos todos os pormenores do acabamento. Piso de mármore, tipo de espelho, sofá etc. Requintes que tornam pobres as exigências da cartilha da Copa. Atualmente, alguns banheiros do Pacaembu, atual casa do Corinthians, passam por reforma.
No setor de visitantes, no jogo entre Corinthians e Atlético-GO, dia 9 de outubro, como o sanitário masculino estava interditado, o feminino foi usado pelos homens e às mulheres restaram dois banheiros químicos. Pela comparação das imagens do anteprojeto com as atuais opções do Pacaembu (abaixo), nota-se bem as consequências do jeitinho proposto por Sanchez.
O National Geographic Channel apresenta hoje, às 22h, programa sobre a implosão da Fonte Nova. O canal acompanhou a empresa Controlled Demolition Inc. (CDI), responsável pelo controle de qualidade do processo, que ocorreu em 29/08/2010. Foi a primeira implosão desse porte realizada na América Latina.
Já está sendo erguida para a Copa do Mundo a Arena Salvador no lugar do antigo estádio Octávio Mangabeira, interditado desde 2007 depois que sete pessoas morreram no desabamento de parte da arquibancada.
O governador Geraldo Alckmin rejeitou o artigo do projeto de lei que permitia o retorno dos mastros de bandeiras aos estádios paulistas. O veto foi publicado ontem no Diário Oficial. O texto havia sido aprovado na Assembleia em 24 de agosto. O tucano alegou que a proibição ajudaria a prevenir cenas de violência nas arquibancadas e, assim, atendeu à PM.
Os mastros de bandeiras estão proibidos desde 1995, quando um torcedor morreu atingido a pauladas na cabeça em uma partida da Copa São Paulo de Juniores, no Pacaembu. Costuma ser assim no Brasil. É mais fácil proibir do que educar ou dar fim à impunidade.
Trailer do documentário “As Travessuras dos Moleques da Mooca”, feito pelos alunos de jornalismo da faculdade Anhembi Morumbi. Trata da paixão pelo Juventus, clube hoje na 3ª divisão do futebol paulista, especialmente sobre os torcedores que ficam no Setor 2 (atrás de um dos gols). Está à venda na Camiseteria Di Mooca, na Rua Javari, nº 370, por R$ 25.
Antônio Pereira Garcia já foi pauta de dezenas de reportagens. Agora o vendedor dos famosos cannoli do estádio da Rua Javari estarão em um livro. Em parceria com o Sesc, o Museu da Pessoa está produzindo “Memórias do Comércio da Cidade de São Paulo”. A obra vai reunir histórias de vida de 72 tradicionais comerciantes da capital paulista.
Há 41 anos, desde 1970, Antônio vende seus cones recheados de creme ou chocolate nos jogos do Juventus. Hoje, aos 61, esbanja agilidade para dar conta da galera que se espreme em torno do isopor de doces no intervalo e no fim das pelejas. “Quanto tá o jogo, hein?”, pergunta entre uma venda e outra. Em dias bons saem quase 400 cannoli, a R$ 2 a unidade.
“Nos tempos de primeira divisão vendia mais de 500″, lembra. Ontem, durante Juventus e Red Bull (Copa Paulista), o vendedor posou para Arnaldo Pereira, fotógrafo contratado pelo museu para retratar os personagens. O livro deve ficar pronto no meio de 2012. Uma edição similar, com os comerciantes de Campinas, já foi lançada. Em tempo, seu Antônio, o jogo acabou 1 a 1.